Frigoríficos brasileiros avançam mundo afora

11/08/2008

Frigoríficos brasileiros avançam mundo afora


 

O frigorífico Minerva, sediado na cidade de Barretos, ao norte do Estado de São Paulo, entrou para o seleto grupo de frigoríficos brasileiros que iniciaram o processo de internacionalização.

A empresa anunciou, semana passada, que comprou 70% do capital do paraguaio Friasa por US$ 4 milhões. Com isso, passa a ter uma capacidade de abate de 700 cabeças/dia fora do Brasil.

A empresa, agora, se junta a Bertin, JBS-Friboi, Independência e Marfrig, que já possuem investimentos fora do País. “Essa aquisição marca o início da nossa expansão no Mercosul e segue nossa estratégia de diversificação geográfica e de inserção em novos mercados”, diz o diretor-presidente do Minerva, Fernando Galletti de Queiroz.

Na opinião do consultor, além do desafio de gerenciar as unidades adquiridas no exterior, o processo de internacionalização também deve levar em consideração os recursos disponíveis, a fim de evitar que o endividamento seja muito elevado. "Atuar fora do país de origem requer entender certas particularidades e levar em consideração aspectos culturais que podem ser muito diferentes dos nossos”, afirma.

RECURSOS – A exemplo do pioneiro JBS-Friboi e do Marfrig, o frigorífico Minerva, como empresa de capital aberto, foi buscar recursos junto a outros investidores para poder financiar sua expansão. Outros dois frigoríficos, o Bertin (14 unidades, sendo duas no exterior) e o Independência (10 plantas, sendo uma fora do Brasil) seguem com capital fechado, mas com toda estrutura preparada para fazer os respectivos IPOs.

O projeto de internacionalização mais ousado foi o iniciado pelo JBS-Friboi, que, em 2005, comprou a Swift Argentina, e dois anos depois, abriu capital e lançou ações.

Depois disso, o grupo adquiriu a Swift Foods and Company, nos Estados Unidos, e importantes grupos na Austrália e Itália.

Sobre o investimento do Minerva no Paraguai, o analista Fabiano Tito Rosa, da Scot Consultoria, diz que o País tem bastante potencial de crescimento, terras baratas e condições de avançar ainda no aspecto tecnológico, o que aumentaria a produtividade.

“O problema deles é a questão sanitária. Apesar de serem livres de febre aftosa com vacinação, o controle sanitário do país não é dos mais confiáveis”, afirma o consultor.