Insatisfação no cacau
Jay Wallace, o novo diretor-geral da Ceplac, inicia hoje um périplo por Ilhéus e Itabuna. Vai se reunir com todo mundo, funcionários, professores e produtores. Destes últimos, vai ouvir um recado: a cada dia que passa todos estão mais convencidos de que o PAC do Cacau foi um blefe, pelo menos para os endividados. Henrique Almeida, presidente da Associação dos Produtores de Cacau (APC), diz que o governo admitia 7.629 contratos (para renegociar), hoje fala em mais seis mil só no BNB, fora outros mil do BB, não contabilizados. Em síntese, na visão dele, com as regras estabelecidas, menos de 10% serão contemplados, até porque, dizem eles, o foco principal do plano é muito mais a agricultura familiar do que eles. Wallace é homem da confiança do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.
E na região cacaueira diz-se muito que Stephanes não gosta de cacauicultor, preso que seria à velha idéia do produtor perdulário contumaz, ‘gastador irresponsável’.
Os insatisfeitos já entregaram a Jaques Wagner uma carta com suas dúvidas e queixas. Esperam resposta.