Acesso ao Pronaf é debatido em seminário
Alinhar a política de concessão de crédito rural ao contexto de desenvolvimento sustentável para beneficiamento da produção, acesso ao mercado e ao serviço de assistência técnica.
Essa foi a principal alternativa em consenso, apontada, ontem, durante o primeiro dia da oficina de fomento ao Pronaf. O evento visa diminuir a inadimplência dos agricultores junto às instituições financeiras e ampliar o acesso ao recurso. O evento termina hoje, no Hotel Sol Bahia Atlântico, em Patamares.
Na Bahia, aproximadamente, 130 mil agricultores familiares de 122 municípios estão inadimplentes e impossibilitados de contrair novos créditos.
"Além da orientação na aplicação do recurso e da melhoria e ampliação do serviço de assistência técnica, o governo está empenhado na renegociação da dívida destes produtores, garantida por meio da Medida Provisória 432, de 27 de maio, pelo governo federal", informou o superintendente da agricultura familiar da Secretaria da Agricultura Irrigação e Reforma Agrária (Seagri/Suaf), Ailton Florêncio. As famílias têm até o dia 30 de setembro para aderir à renegociação.
O objetivo é alcançar a marca, prevista pelo Governo do Estado, de R$ 600 milhões em crédito pelo Pronaf e beneficiar cerca de 200 mil agricultores familiares e assentados da reforma agrária na próxima safra de verão.
O presidente nacional da União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafs), José Paulo Crisóstomo, afirma que o crédito é indispensável para o desenvolvimento rural, além de garantir a realização do sonho dos agricultores.
Planejamento - "Acreditamos que o crédito acompanhado tenha um papel muito importante nesse processo, além da readequação no planejamento para o acesso à tecnologia e aumento na produção de alimentos", declarou.
As instituições conveniadas, que agora vão poder operar com o crédito rural, irão unir esforços com o serviço público de assistência técnica oferecido pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), que já viabiliza o acesso ao recurso, por intermédio da elaboração de projetos de custeio e investimento, demandados pelo produtor.
O órgão promove capacitação, elaboração do laudo e supervisão que comprova a aplicação efetiva para os agentes financeiros.