Commodities Agrícolas

13/08/2008

Commodities Agrícolas

 

Superávit menor

Os contratos futuros do açúcar fecharam ontem em alta em Nova York, depois de três pregões consecutivos de queda. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, a alta foi motivada por especulações de que o superávit global será reduzido devido à queda na produção do Brasil e da Índia, os dois maiores produtores mundiais. A produção em Maharashtra, o principal Estado produtor indiano, deverá cair 19% no ano fiscal que começa em outubro de 2009. No Brasil, o Sudeste deverá reduzir em 11% nesta safra. "Estamos diminuindo o superávit", diz Rob Kurzatkowski, da OptionsXpress. Em Nova York, os papéis para março fecharam com alta de 24 pontos, a 14,83 centavos. No mercado interno, a saca de 50 quilos ficou em R$ 28,79, queda de 0,03% segundo o Cepea/Esalq. 

Torrefadoras compram
 
As quedas do preço do café acumuladas desde junho tendem a estimular as compras pelas indústrias, interessadas em reforçar seus estoques. Esse cenário dominou as atenções do mercado e, com isso, a commodity fechou em alta ontem nos Estados Unidos. Em Nova York, os contratos de arábica com vencimento em dezembro avançaram 155 pontos, para US$ 1,4135 por libra-peso. Segundo um analista ouvido pela Bloomberg, as torrefadoras pretendem aumentar os estoques antes que o frio chegue à região oeste dos EUA e estimule o consumo. Em Londres, em contrapartida, os contratos de robusta para novembro recuaram US$ 19, para US$ 2.290 por tonelada. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos subiu 1,54%, para R$ 248,69, segundo o indicador Cepea/Esalq. 

Compras especulativas

O mercado de suco de laranja concentrado e congelado reviveu ontem o temor de que tempestades formadas no Oceano Atlântico atinjam as plantações da fruta na Flórida, que tem o segundo maior parque citrícola do mundo. Em junho, a ameaça de tempestades impulsionou os preços, mas os furacões acabaram não abatendo as plantações. "Na maior parte, são compras especulativas", disse à Bloomberg Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures em Chicago. "Tem havido algum suporte para as commodities em geral". Em Nova York, os contratos de suco de laranja para novembro subiram 270 pontos, para US$ 1,0470 por libra-peso. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos vendida às indústrias foi negociada por R$ 9,86, de acordo com o Cepea/Esalq. 

Influência do USDA

Os dados sobre a safra divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) puxaram a alta do preço do algodão no mercado futuro, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. O USDA informou que a produção mundial da commodity na safra 2008/09 será 2,4% menor que a previsão apresentada em julho. Para os estoques é esperada uma retração, o que deve impulsionar os preços, segundo os analistas. Com isso, os contratos de algodão com vencimento em dezembro negociados em Nova York encerraram o dia em baixa de 89 pontos, para 69,63 centavos de dólar 0,89. No mercado doméstico, o algodão foi negociado por R$ 1,2225 por libra-peso, uma baixa de 0,39%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, o preço acumula queda de 2,9%.