Commodities Agrícolas

15/08/2008

Commodities Agrícolas


 

Petróleo derruba
 
Os contratos futuros do açúcar registraram ontem a maior queda em mais de uma semana na bolsa de Nova York, na medida em que o dólar derrubou os preços do petróleo e, dessa forma, reduziu a demanda por etanol à base de cana. O petróleo caiu depois que o Departamento de Energia dos EUA relatou um recuo de 1,3% no consumo de combustível no país na semana passada, frente à mesma semana de 2007. "O açúcar está seguindo o dólar e o petróleo", disse Charles Nedoss, da Peak Trading, em Chicago. Os papéis com vencimento em março caíram 45 pontos, para 14,75 centavos por libra-peso. Foi a maior queda diária desde o pregão do último dia 4. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 28,84, alta de 0,17% , segundo o Cepea/Esalq. 

Menos embarques

Os contratos futuros do algodão caíram ontem pela primeira vez em três semanas em Nova York. De acordo com analistas ouvidos pela Bloomberg, a queda se deveu ao número menor de embarques na semana passada dos Estados Unidos, o maior exportador da fibra. O país exportou 222.494 fardos, uma queda de 34% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, os contratos negociados na bolsa, com vencimento em março, fecharam cotados a a 69,48 centavos de dólar por libra-peso, queda de 171 pontos. "As pessoas ficaram decepcionadas com os dados de exportações", disse Peter Egli, diretor da Phoenix. "Esperavam-se 350 mil fardos". No mercado doméstico, a libra-peso do algodão foi negociada a R$ 1,2134, com queda de 0,65%, segundo o indicador Cepea/Esalq. 

Pedidos cancelados

Os contratos futuros da soja caíram ontem pela primeira vez em quatro semanas, após a divulgação de um relatório do governo americano que apontou desaceleração na demanda pelo grão do país, o maior produtor e exportador mundial de soja. Segundo o Departamento de Agricultura, os importadores cancelaram na semana encerrada no dia 7 pedidos de 49,7 mil toneladas compradas antes de 1º de setembro. "As vendas de soja foram decepcionantes", disse Dave Marshall, consultor dar Toay Commodity Futures Group LLC, em Nashville. Os contratos negociados em Chicago para entrega em setembro recuaram 12,25 centavos, encerrando a US$ 12,6525 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos ficou em R$ 43,81, queda de 0,48% , segundo o índice Cepea/Esalq. 

Demanda sustenta
 
O preço do milho encerrou a quinta-feira com a terceira alta consecutiva em Chicago. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, importadores do grão, entre eles o Japão e a Coréia do Sul, podem ampliar as compras em virtude das quedas da cotação nas sessões que antecederam as altas desta semana. "Os preços do milho na casa dos US$ 5 por bushel são suficientes para criar demanda entre os compradores, que viram a cotação acima de US$ 7 há um mês", disse Nobuyuki Chino, presidente da Unipac Grain, empresa baseada em Tóquio e maior importadora mundial do grão. Na bolsa de Chicago, os papéis para dezembro subiram 18,75 centavos de dólar, para US$ 5,7725 o bushel. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos caiu 0,72%, para R$ 24,26, segundo o índice Esalq/BM&F.