Commodities Agrícolas
Produção menor
Os preços futuros de açúcar tiveram ontem a maior alta em duas semanas devido a previsões de que a demanda global excederá a produção em 2009, o que reduzirá os estoques mundiais. Segundo Jonathan Kingsman, diretor de análise de mercado da Kingsman, de Lausanne, o consumo superará a produção em pelo menos 1 milhão de toneladas no ano-fiscal com início em 1º de outubro. A Índia, segundo maior produtor do mundo, puxará a queda. Analistas ouvidos pela Bloomberg prevêem uma queda de 20% na produção do país, para 20,1 milhões de toneladas. Com isso, os contratos em Nova York para entrega em março fecharam a 14,96 centavos por libra-peso, alta de 45 pontos. No mercado paulista, a saca ficou em R$ 28,91, alta de 0,56%, segundo o Cepea/Esalq.
Dólar impulsiona
Os preços futuros do cacau subiram ontem pela primeira vez em quatro pregões, na esteira da desvalorização do dólar. A moeda americana mais fraca elevou o apetite por commodities negociadas. Na bolsa de Nova York, os papéis para dezembro subiram 19 pontos e fecharam a US$ 2.606 por tonelada. Segundo Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures Group, de Chicago, o mercado também contou com o suporte de especulações de que a produção na Costa do Marfim, o maior produtor, possam cair devido à distribuição limitada de pesticidas. "A Costa do Marfim não está causando turbulências, mas é cedo para prever danos às lavouras.". Em Itabuna e Ilhéus, a cotação média da arroba do cacau ficou em R$ 68,60, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Furacão na Flórida
Os preços futuros do suco de laranja fecharam com forte alta ontem, atingindo o maior patamar deste mês, com a ameaça de que a tempestade tropical Fay poderá se transformar em furacão e atingir as regiões produtoras da Flórida, o segundo maior produtor global de laranja. Na bolsa de Nova York, os contratos para novembro fecharam a US$ 1,0865 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 240 pontos. A produção de laranja na Flórida caiu para 129 milhões de caixas na safra 2007/08, a maior queda dos últimos 17 anos, depois que uma onda de furacões prejudicou entre 2004 e 2005 as regiões produtoras da fruta nos Estados Unidos. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja para as indústrias fechou a R$ 9,58, segundo o índice Cepea/Esalq.
Menos área nos EUA
Milho, trigo e soja voltaram a puxar os preços do algodão negociados nos EUA. A pluma registrou ontem alta diante das expectativas de que os incentivos dados aos agricultores americanos para que eles substituam suas culturas reduza a área plantada com algodão no país. A queda do dólar também teve influência no resultado. Os contratos negociados, em Nova York, para entrega em dezembro fecharam a 67,37 centavos por libra-peso, alta de 29 pontos (0,4%). "As commodities tiveram um bom desempenho, e o algodão acompanhou o ritmo", disse Rogers Varner, da Varner Bros, de Cleveland, no Mississippi. No mercado paulista, a libra-peso do algodão fechou com queda de 0,12%, a R$ 1,2106, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula perda de 3,63 %.