Commodities Agrícolas

20/08/2008

Commodities Agrícolas

 

Dólar impulsiona
 
Os contratos futuros do café tiveram ontem a maior alta em uma semana em Nova York. A desvalorização do dólar, mais uma vez, elevou o apetite dos investidores pelas commodities. A previsão de exportações menores do Brasil e da Colômbia também influenciou o resultado. "Não vemos a continuidade da valorização do dólar e isso está ajudando as commodities", disse à Bloomberg Rodrigo Costa, vice-presidente da Newedge USA LLC. Os contratos para entrega em dezembro subiram 215 pontos na bolsa de Nova York e fecharam a US$ 1,401 por libra-peso. Durante o pregão, chegaram a atingir US$ 1,4165 por libra-peso, o maior patamar desde 13 de agosto. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café ficou em R$ 247,62, alta de 1,2%, segundo o indicador Cepea/Esalq. 

Fay é rebaixada
 
Os contratos futuros do suco de laranja concentrado fecharam em queda ontem depois que a tempestade tropical Fay perdeu velocidade e "falhou" em se transformar em um furacão na Flórida. O novo cenário aliviou temores de que a produção de laranja no Estado americano fosse afetada. "Fay foi rebaixado, então não há mais motivo para preocupações", disse Bill Adams, diretor-gerente da JKV Global Enterprises, de Chicago. Em Nova York, os contratos para novembro recuaram 41 pontos (3,8%) e fecharam a 1,0455 centavo de dólar por libra-peso. No dia anterior, o papel havia atingido 1,112 centavo, o maior preço desde 29 de julho. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja para a indústria ficou em R$ 29,07, segundo o índice Cepea/Esalq. 

Correção de rota

Um dia depois de encerrar em seu limite de alta para uma única sessão, o preço da soja no mercado futuro fechou ontem em baixa em Chicago. Foi uma correção de rota, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, já que, para alguns deles, a alta do dia anterior havia sido excessiva. Na bolsa americana, os contratos de soja com vencimento em novembro recuaram 13 centavos de dólar, para US$ 12,76 por bushel. "O dólar tem ditado o ritmo dos grãos e de outras commodities nos últimos dias, mas a alta da soja ontem [segunda-feira] foi muito grande", disse Nicholas Chung, gestor sênior da área de derivativos de commodities do Korea Development Bank, em Seul. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos subiu 1,75%, para R$ 45,32, de acordo com o índice Cepea/Esalq. 

Pressão da chuva 
 
Os futuros do trigo negociados no mercado americano caíram ontem diante de especulações de que a chuva nas regiões produtoras dos EUA deverá melhorar a qualidade das lavouras que começarão a ser semeadas no próximo mês. Partes do Kansas, Oklahoma e Texas receberam na semana passada um volume de água seis vezes acima do normal, segundo o Serviço Nacional do Tempo. "O timing não poderia ser melhor", disse Louise Gartner, da Spectrum Commodities, à Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os papéis para entrega em dezembro recuaram 14,5 centavos de dólar e fecharam a US$ 8,7025 por bushel. Em Kansas, os contratos fecharam a US$ 9,0275, queda de 13 centavos. No mercado paranaense, a saca ficou em R$ 29,61, queda de 0,13%, segundo o Deral.