Commodities Agrícolas
Mercado misto
Os contratos de segunda posição do açúcar fecharam com ligeira alta na sexta-feira. Em Nova York, os contratos de março fecharam a 15,61 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 8 pontos. Os com vencimento em outubro encerraram a 13,95 centavos de dólar, com recuo de 19 pontos. Analistas ouvidos pela Bloomberg afirmaram que o recuo dos contratos de primeira primeira posição reflete a valorização de dólar em comparação com outras moedas estrangeiras. O petróleo em queda também ajuda a pressionar os preços da commodity. Nos vencimentos futuros, a perspectiva de redução da produção mundial tem dado suporte às cotações. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do açúcar fechou na sexta-feira a R$ 29,48, segundo o índice Cepea/Esalq.
Temor de furacão
Os preços futuros do suco de laranja fecharam em alta na sexta-feira após o mercado sinalizar preocupações com um novo ciclo de furacões sobre as regiões produtoras de laranja dos Estados Unidos. Na sexta-feira, as previsões eram que a tempestade tropical Fay poderia se converter em furacão, movendo-se da região oeste ao norte da Flórida, provocando estragos nos pomares. Na bolsa de Nova York, os contratos para novembro encerraram a US$ 1,0770 a libra-peso, com aumento de 115 pontos. A região da Flórida deverá colher 150 milhões de caixas de 40,8 quilos de laranja nesta safra, segundo a consultoria privada americana Elizabeth Steger. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja para as indústrias fechou a R$ 9,48, segundo o Cepea/Esalq.
Avanço do dólar
A recuperação do dólar e as vendas especulativas de petróleo e metais preciosos influenciaram o preço do milho no mercado futuro dos EUA, segundo analistas e traders ouvidos pela Dow Jones Newswires, o que causou a baixa do grão na sexta-feira. O dólar mais forte diminui o apetite por muitas commodities, que ficam caras para os importadores. Na bolsa de Chicago, os contratos de milho com vencimento em dezembro caíram 11 centavos de dólar na sexta-feira, para US$ 6,0650 por bushel. Apesar da baixa, os traders mantiveram-se atentos com o tempo seco em regiões produtoras, que pode afetar a produtividade das lavouras. No mercado doméstico, o preço da saca de milho de 60 quilos subiu 0,07%, para R$ 24,20, de acordo com o indicador Esalq/BM&F.
Pressão externa
Assim como ocorreu no milho, na soja e em outras commodities agrícolas, o preço do trigo no mercado futuro encerrou a sexta-feira em baixa nos EUA, pressionado pelo avanço do dólar e pelo recuo do petróleo. A liquidação de papéis também ocorreu em virtude das altas registradas ao longo da semana, o que motivou a realização de lucros, segundo traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires. Na bolsa de Chicago, os contratos de trigo com vencimento em dezembro recuaram 31,75 centavos de dólar, para US$ 8,9050 por bushel. Em Kansas, a baixa dos papéis para dezembro foi de 27,75 cents, para US$ 9,23 o bushel. No mercado paranaense, o preço da saca de 60 quilos caiu 1,91%, para R$ 28,80, na média, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).