Fundeagro define metas de investimento para a cotonicultura baiana na safra 2008/09
Uma das principais alavancas da cotonicultura baiana nos cenários brasileiro e mundial, o Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão, Fundeagro, vai aportar cerca de R$9 milhões para financiamento de projetos em pesquisa e difusão tecnológica, defesa fitossanitária, marketing, infra-estrutura e responsabilidade social na safra 2008/09. As cartas-consultas pleiteantes aos recursos, atendendo a edital publicado em 12 de maio último, foram analisadas e aprovadas em reunião do Conselho Gestor do Fundo na semana passada.
O Fundeagro foi criado em 2002, como parte do Programa de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalba). Seus recursos equivalem a 10% do total de 50% de isenção que o Proalba concede ao produtor no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações de comercialização do produto no mercado interno, desde que o produtor atenda a requisitos tecnológicos, fitossanitários e de qualidade estabelecidos pelo programa.
Para esta safra, os projetos nas áreas de pesquisa agrícola e difusão abrangem o desenvolvimento de novas variedades de algodão, manejo cultural e de solos, adubação, além de combate e controle de pragas, doenças e plantas invasoras. Há projetos voltados para a biotecnologia e para capacitação de mão-de-obra. Para promover o algodão da Bahia, o fundo aprovará ações de marketing e de relacionamento com os mercados dentro e fora do Brasil. Este ano, o enfoque das visitas de benchmark serão os mercados asiáticos.
Sanidade e cidadania
O bicudo-do-algodoeiro, praga mais perniciosa da cotonicultura, é um dos principais destinos dos recursos do Fundeagro, e faz parte do Programa Fitossanitário para Controle e Monitoramento do Bicudo no Estado da Bahia. Ao longo do ano, entidades como a Associação Baiana dos Produtores de Algodão, Abapa, Fundação Bahia, Consultores Agronômicos e Governo do Estado (Seagri, Adab e EBDA) realizam uma série de eventos e iniciativas para orientação, monitoramento e fiscalização da legislação vigente para o combate e controle da praga.
O Fundeagro também aportará verbas para um novo Labóratório de Análise de Fibras da Abapa, na região de Rosário, município de Correntina, e para a construção do Centro de Pesquisa e Tecnologia Agrícola do Oeste da Bahia, no município de Luís Eduardo Magalhães. Aquisição de máquinas e equipamentos para implantação dos projetos de pesquisa e incremento da qualidade do algodão também estão inclusos nos investimentos do Fundo para esta safra.
“A implantação do Proalba e do Fundeagro deu novo impulso à cotonicultura do Oeste da Bahia. Investindo em mais tecnologia, pesquisa, defesa fito sanitária e marketing, o algodão baiano deslanchou. O estado é o segundo produtor do país, tem uma das melhores fibras do mundo e é cobiçado em todos os mercados. Precisamos manter e ampliar esse status, o que só é possível com investimentos que possam gerar a sustentabilidade do agronegócio do algodão”, afirma o presidente do Fundeagro, Ezelino Carvalho.
Segundo Carvalho, os investimentos vão além dos estritamente ligados à cotonicultura. É o caso do Projeto de Inclusão Digital, que já capacitou em computação 120 jovens estudantes da rede pública da região e está iniciando na informática outros 40 jovens.
“A responsabilidade com a comunidade e com o meio ambiente em que se dá o agronegócio do algodão é prioridade do Fundeagro, já que são partes importantes para a sustentação da atividade”, afirma.
O Fundeagro é composto pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Fundação Bahia, Governo do Estado da Bahia, através da Seagri, Ebda e Adab, Associação dos Engenheiros Agrônomos de Barreiras (Aeab), representantes da Indústrias de Beneficiamento de algodão e Embrapa Algodão.
27 de agosto de 2008
Catarina Guedes – Assessora de Comunicação
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