Ministério minimiza críticas ao Pepro
O Ministério da Agricultura minimizou ontem o cabo-de-guerra entre exportadores e cooperativas, afirmando que não há irregularidades nos repasses do subsídio pelas cooperativas de café aos produtores em 2007. O problema gira em torno dos R$ 184,3 milhões, de um total de R$ 200 milhões, recebidos pelas cooperativas por meio do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) em 2007. Segundo o Conselho do Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as cooperativas privilegiaram grande produtores na distribuição dos recursos, excedendo o limite de R$ 12 mil por cafeicultor, o equivalente a 300 sacas.
Manoel Vicente Bertone, secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, afirmou que o Cecafé exagerou nas alegações. Mas minimizou a situação dizendo que enxerga isso como uma queixa e não uma acusação. "Todos sabem da importância do programa", observou.
"O edital da Conab diz que as cooperativas poderiam comprar de acordo com o número de associados. Ou seja, são 300 sacas multiplicadas pelo número de produtores que fazem parte da instituição", explica Lúcio Dias, diretor da Cooxupé. Ele disse ainda que o repasse dos recursos foram aprovados em assembléia e feitos de acordo com a média entregue nos últimos 4 anos.
Mais diplomático, Breno Mesquita, presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), diz que os setores precisam conversar sobre o assunto de maneira franca. "Não podemos prejudicar um instrumento tão eficiente como esse. Muito menos criticar quem o criou".
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 10)(Roberto Tenório)