Commodities Agrícolas
Na esteira do petróleo
Os preços futuros do cacau fecharam em queda na quinta-feira, nas bolsas internacionais, atingindo o menor patamar das últimas três semanas. A queda de outras commodities agrícolas - na esteira do recuo do petróleo - ajudou a tirar o suporte das cotações. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro encerraram a a US$ 2.860 a tonelada, com recuo de US$ 106. Em Londres, os contratos de dezembro fecharam a 1.610 libras esterlinas, com baixa de 56 libras. O cacau vinha em alta em função do temor de que as chuvas na Costa do Marfim e em Gana disseminassem fungos nas lavouras cacaueiras, segundo a Bloomberg. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau fechou a R$ 75,66, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Realização de lucros
A realização de lucros puxou a queda do preço do suco de laranja concentrado e congelado na quinta-feira, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. A leitura de que as tempestades tropicais não são uma ameaça imediata às plantações de laranja da Flórida, que dominou o mercado ao longo da sessão, também contribuiu para o declínio. Fotos de satélite mostram que a tempestade Hannah aproxima-se da costa leste americana, mas uma área de alta pressão pode ajudar a manter a tempestade longe das plantações. Em Nova York, os contratos para novembro caíram 100 pontos, para US$ 1,1140 por libra-peso. No mercado paulista, a caixa de laranja de 40,8 quilos vendida às indústrias foi negociada por R$ 9,17, de acordo com o Cepea/Esalq.
Forte queda em NY
Os preços futuros do algodão fecharam em queda na quinta-feira, atingindo o menor patamar em quase duas semanas, pressionados pelo recuo dos grãos - soja, milho e trigo - no mercado internacional e também pela expectativa de que outras culturas mais lucrativas não avancem muito sobre a área da pluma nos Estados Unidos. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro caíram para 69,36 centavos de dólar por libra-peso, queda de 127 pontos. Os possíveis estragos com a passagem do furacão Gustav sobre as regiões produtoras da pluma nos EUA também foram minimizados, segundo analistas de mercado. Em São Paulo, o algodão fechou a R$ 1,194 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq. As cotações no mercado interno seguem em queda por conta da maior oferta da pluma.
Lavouras produtivas
Os preços futuros da soja fecharam em queda na quinta-feira, na bolsa de Chicago, pressionados por notícias de que as chuvas sobre as regiões produtoras de grãos nos EUA podem melhorar as condições de lavouras, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Em Chicago, os contratos para novembro encerraram a US$ 13,24 o bushel, com baixa de 24 centavos. A colheita dos grãos começa no próximo mês nos EUA, os maiores produtores e exportadores. A produção de soja está prevista em 80,9 milhões de toneladas, alta de 14,9% sobre 2007/08, segundo o USDA. No Paraná, a saca de 60 quilos do produto fechou a R$ 46,49, com queda de 0,77%, segundo o índice Cepea/BM&F. Os produtores estão segurando as vendas, na expectativa de que os preços subam mais.