PAC do Cacau já conta com mais de mil adesões

29/08/2008

PAC do Cacau já conta com mais de mil adesões


 


“Dentre todos os programas de refinanciamento da dívida rural, no País, o PAC do Cacau é o que concede mais benefícios ao agricultor com juros baixos, prazo de carência e possibilidade de novas contratações junto aos agentes financeiros”. A declaração foi dada ontem (28), pelo gerente-geral do Banco do Nordeste do Brasil de Itabuna, Delci Andrade dos Santos, durante o Dia de Adesão ao Plano de Aceleração do Desenvolvimento do Agronegócio na Região Cacaueira do Estado Bahia (PAC do Cacau), em Camacan, no Sul da Bahia.
De acordo com Delci Andrade, em tempo algum na história do Brasil, o governo federal propôs programa semelhante em que adquire estoque de dívidas de agricultores, dá condições de adimplemento, bônus entre 25% e 80%, além de juros entre 4% e 6,5% e dinheiro novo. “Por isso, digo aos produtores de cacau que façam reflexão sobre o programa”, orientou o gerente-geral, anunciando que pelo menos mil, de um total de nove mil contratos, já fizeram adesão no BNB e que, até 30 de setembro, a totalidade dos financiamentos estará negociada.
O lançamento do PAC do Cacau para a região de Camacan tem um simbolismo, pois, além de ter sido, até o final da década de 80, o maior município produtor de cacau do mundo, também concentrou grandes produtores individuais com até 100 mil arrobas. Presente na solenidade, o secretário estadual de Agricultura, Geraldo Simões, conclamou os médios e grandes cacauicultores a procurar o BNB e o Desenbahia para aderir ao programa e fazer a renegociação de suas dívidas, sem perder o prazo estipulado na MP nº 432, aprovada pelo Congresso Nacional. 
    
Diálogo com os produtores

Simões declarou que a pior fase da cacauicultura baiana já passou, se referindo aos últimos 20 anos. “É preciso aproveitar o bom momento que os governos federal e estadual oferecem”, afirma. Ainda segundo ele, o PAC do Cacau é fruto de muitas conversas entre o presidente Lula, o governador Wagner e que também envolveram a Ceplac e bancos. “Não se resolve nenhuma crise sem o diálogo. O plano oferece esta oportunidade de reerguimento da economia local. É preciso que todos os produtores se conscientizem disto,” lembrando que os pequenos produtores já se deram conta das vantagens do plano.
Paralelo à adesão do PAC do Cacau, aconteceram a 31ª Festa Camacã e o Cacau, a 8ª Festa do Cacau Clonado, o IV Seminário de Desenvolvimento Rural Sustentável e a 3ª Feira da Agricultura Familiar do Território Litoral Sul, na Praça Mário Batista, onde foram montados 36 estandes e pavilhão de palestras. A articuladora do Território, Marília Anunciação, destacou que estão expostos produtos da agricultura familiar, artesanato e economia solidária de 26 municípios.
Durante a solenidade foram prestadas homenagens ao secretário Geraldo Simões por sua luta em defesa do produtor de cacau e ao ex-diretor da Ceplac, Gustavo Moura, com a entrega do Troféu Joaquim Blanes (Peninha). Também prestigiaram o evento, o chefe do Centro de Extensão da Ceplac, Cloildo Guanaes; o gerente regional de reestruturação de ativos do Banco do Brasil, Roger da Silva Oliveira; o diretor da EBDA, José Roberto dos Santos; e o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, Marcos José dos Santos.
O PAC do Cacau está investindo R$ 2,5 bilhões para os produtores terem acesso a novas linhas de crédito, diversificar a produção agrícola com o cultivo de seringueira, dendê e pupunha, fortalecer e expandir a fruticultura, além de apoiar a industrialização do cacau, com pequenas fábricas de chocolate. Ontem, 29, às 16 horas, aconteceu em Ipiaú. Estão ainda previstos na programação a realização de Dia da Adesão no município de Ibicaraí (1º de setembro). No próximo dia 2, o Dia de Adesão ao PAC do Cacau será em Ilhéus. 

 

Ascom / Seagri – 29.08.2008
Daniel Thame
(73) 9981-7482