Técnica do algodão colorido é implantada no oeste da Bahia

29/08/2008

Técnica do algodão colorido é implantada no oeste da Bahia

 

Aumentar a produtividade de algodão colorido de qualidade e livre de pragas e promover a diversificação na comercialização de derivados do produto, oferecendo ao agricultor uma nova alternativa de renda, por meio de experimentos e demonstrações com a cultura.

Estes são os desafios do Projeto de Incentivo à Introdução da Cultura do Algodão na Agricultura Familiar, que a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), desenvolve na região oeste do estado.

Desde janeiro deste ano, a EBDA realiza testes com três cultivares de algodão em propriedades de agricultores familiares, nos municípios de Angical, Baianópolis e Wanderley.

Marrom, verde e branco - Os cultivares testados foram BRS Safira, de cor marrom avermelhado, BRS Verde, de cor verde, e BRS 8H, de cor branca. O trabalho conta com o apoio financeiro do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão no Oeste Baiano (Fundeagro).

O algodão colorido não é transgênico, não necessita de tingimento e garante a preservação do meio ambiente.

Além disso, pode ser utilizado tanto na indústria têxtil como no artesanato, sendo comercializado cerca de 30% mais caro que o algodão branco, convencional.

De acordo com o pesquisador da empresa, João Batista dos Santos, a expectativa é aumentar a produtividade do algodão na região do Vale, que é de 1.800 quilos por hectare.

"Esse número pode ser ainda maior devido as condições de solo e clima, no oeste baiano, que são extremamente favoráveis ao cultivo do algodão", disse.

Projeto - O gerente regional da EBDA, em Barreiras, Carlos Augusto Araújo Santos, ressaltou alguns dos propósitos da EBDA com a implantação do projeto.

"Diversificar o cultivo e permitir a sustentabilidade da produção para os agricultores familiares do oeste baiano, por meio da difusão de novas tecnologias e assistência técnica prestada pelos técnicos da empresa, é um dos nossos desafios", comentou.

Essas atividades serão concretizadas com a realização de ações conjuntas que viabilizam a implantação de Unidades de Testes e Demonstrações (UTDs) nos municípios de Angical, São Desidério, Baianópolis e Wanderley, capacitação de técnicos e produtores, e inclusão no mercado por intermédio de feiras e exposições.

"Queremos organizar e capacitar os agricultores familiares na cultura do algodão, como uma forma de geração de trabalho e renda, fazendo o aproveitamento também da fibra, na confecção do artesanato, e do caroço, na alimentação animal", assegurou Araújo.


Segundo maior produtor do Brasil


A Bahia é o segundo maior produtor de algodão do Brasil, com parte da comercialização voltada para os centros têxteis do Nordeste.

Com investimentos em novas técnicas de manejo, que resultam na melhoria da qualidade da matéria-prima, o estado tem buscado ampliar sua participação nos mercados nacional e internacional.

Qualidade - Com o apoio necessário, os agricultores familiares da região contarão com a melhoria na qualidade da assistência técnica e, conseqüentemente, com o aumento da produção, produtividade, renda e emprego para a comunidade envolvida.

Para tanto, a EBDA tem reforçado suas ações, direcionando-as para o desenvolvimento sustentável, com ênfase na difusão das tecnologias que garantem maior rentabilidade ao agronegócio do algodão.