PAC do Cacau já conta com mais de mil adesões de produtores rurais
Mais de mil produtores já aderiram ao Plano de Aceleração do Desenvolvimento do Agronegócio na Região Cacaueira do Estado da Bahia (PAC do Cacau).
A informação é do gerente-geral do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) em Itabuna, Delci Andrade dos Santos.
"Dentre todos os programas de refinanciamento da dívida rural, o plano é o que concede mais benefícios ao agricultor", afirmou Andrade dos Santos ao participar na quinta-feira, em Camacan, do Dia de Adesão ao PAC do Cacau.
Ele acredita que até 30 setembro outros oito mil produtores da região sul da Bahia vão aderir ao PAC do Cacau.
Renegociação – Até o final da década de 80, Camacan era o município maior produtor de cacau do mundo, além de concentrar grandes produtores individuais, com até 100 mil arrobas.
O secretário da Agricultura, Geraldo Simões, conclamou os médios e grandes cacauicultores a procurar o BNB e a Desenbahia para aderir ao programa e fazer a renegociação de suas dívidas, sem perder o prazo estipulado na MP nº 432, aprovada pelo Congresso Nacional.
O PAC do Cacau está investindo R$ 2,5 bilhões para os produtores terem acesso a novas linhas de crédito, diversificar a produção agrícola com o cultivo de seringueira, dendê e pupunha, fortalecer e expandir a fruticultura, além de apoiar a industrialização do cacau, com pequenas fábricas de chocolate.
Diálogo – "A pior fase da cacauicultura baiana já passou", afirmou o secretário Geraldo Simões, referindo-se aos últimos 20 anos. "É preciso aproveitar o bom momento que os governos federal e estadual oferecem", afirmou.
Paralelamente à adesão ao PAC do Cacau, aconteceram a 31ª Festa Camacan e o Cacau, a 8ª Festa do Cacau Clonado, o IV Seminário de Desenvolvimento Rural Sustentável e a 3ª Feira da Agricultura Familiar do Território Litoral Sul.
Na sexta-feira, aconteceu o Dia da Adesão em Ipiaú. Na segunda-feira (1o de setembro), o evento será realizado em Ibicaraí, e, na terça-feira, em Ilhéus.