Seagri articula ação para eliminar atravessador do mercado de sisal
Eliminar a figura do atravessador para garantir a justa remuneração do produtor sisaleiro é o alvo de uma ação conjunta da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Inicialmente, haverá a identificação dos produtores de sisal na Bahia, a classificação do produto e o credenciamento de um maior número de armazéns.
Apesar da política de garantia de preço mínimo, os atravessadores ainda encontram espaço para atuar no mercado.
Já foram garantidos, somente para o sisal, recursos de R$ 13 milhões e, até o final do ano, o investimento deve chegar a R$ 23 milhões.
Para a agricultura familiar foram destinados R$ 8 milhões, com previsão de dobrar esse volume. A iniciativa beneficia cerca de 2,5 mil famílias.
Apesar dos recursos disponibilizados, os produtores familiares ainda oferecem o quilo do produto por um preço abaixo do mercado.
Na tentativa de reverter esse quadro, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) vai disponibilizar mais técnicos para supervisão das lavouras de sisal e cadastramento das propriedades.
A média de preço, no mercado, varia entre R$ 0,75 e R$ 0,80, quando o preço mínimo oferecido pela Conab é de R$ 0,99 por quilo do produto.
O superintendente da Conab, Rose Viana Pondé, diz que é preciso reduzir a distância entre as lavouras, o pólo produtor e o comerciante.
Reunidos na terça-feira, em Salvador, representantes da Seagri, EBDA e Conab discutiram a estratégia e ações para assegurar um preço justo do produtor sisaleiro.
O secretário da Agricultura, Geraldo Simões, disse que a idéia é fazer com que o agricultor familiar venda o produto diretamente à Conab, eliminando o atravessador. "Esse trabalho de articulação vai garantir um preço justo, elevando o ganho do produtor sisaleiro", observou Simões.