Bahia pode fechar negócios com sisal na região da Escandinávia

08/09/2008

Bahia pode fechar negócios com sisal na região da Escandinávia

 


A delegação baiana de sisal que esteve na Escandinávia, no período de 22 de agosto a 1° de setembro, retornou com perspectivas de fechar negócios a curto e médio prazos.

A missão visitou a Finlândia, Suécia e Dinamarca com o objetivo de apresentar o Projeto Sisal-Apex aos importadores da região, mantendo contatos com importadores, trading companies, além das embaixadas brasileiras e instituições ligadas ao comércio e indústria.

A missão foi coordenada pelo Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais do Estado da Bahia (Sindifibras), no âmbito das ações do Projeto Sisal-Apex, em parceria com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) e com apoio do Promo - Centro Internacional de Negócios da Bahia.

Novas utilizações - O presidente do Sindifibras, Wilson Andrade, explicou que a delegação conheceu os clientes compradores e suas necessidades na área de fibra e derivados de sisal, sendo abertas oportunidades para a exportação do sisal como fios e cordas, e para a sua utilização na indústria automobilística, substituindo a fibra de vidro usada atualmente em painéis e forros de portas.

"A busca por novas utilizações é importante para manter a demanda crescente, gerando mais empregos e ampliando a renda do produtor. É necessário que, cada vez mais, o setor sisaleiro receba incentivos para que possa investir em pesquisa para o desenvolvimento desses novos usos", afirmou Andrade.

Para Rafael do Prado Ribeiro, gerente do projeto Sisal-Apex e analista de comércio exterior do Promo, a receptividade dos produtos derivados do sisal brasileiro durante a missão à Escandinávia foi muito positiva.

"Apesar de, na Europa, a fibra sintética dominar grande parte do mercado, as empresas da região demonstraram interesse em receber ofertas e consumir o produto das empresas brasileiras".

Segundo ele, a Escandinávia importa tanto a fibra quanto os derivados de sisal e tende a importar mais para a produção de compostos para indústria de injeção plástica, entre outras novas utilizações da fibra.

Crescimento - Em uma das reuniões com uma trading company dinamarquesa, que trabalha com diversos tipos de produtos agrícolas e já comercializou sisal da Tanzânia, foi demonstrado o interesse de representar as indústrias de fios e cordas de sisal brasileiro e promover os produtos em toda a região.

"Num outro encontro com um grupo atacadista da Finlândia pudemos observar como os produtos de sisal para pet, os chamado pet-toys, estão melhorando em design e diversificação no seu mix. A maior parte desses produtos tem origem chinesa e pode ser melhor explorada pelas empresas brasileiras", explica Ribeiro.

O superintendente do Promo, Ricardo Saback, que ofereceu suporte técnico à realização da missão, informou que as perspectivas são de crescimento das exportações baianas para a Europa, desde que seja aberto o mercado para novos usos da fibra.

As exportações baianas de sisal e derivados para a região da Escandinávia chegaram a US$ 130.021,00 de janeiro a julho de 2008, o que correspondeu a 130 toneladas de derivados do sisal, um consumo modesto, mas que tende a crescer.