Grupo Brasileiro de Consultores de Algodão alerta produtores sobre avermelhamento das plantas do algodoeiro

12/09/2008

Grupo Brasileiro de Consultores de Algodão alerta produtores sobre avermelhamento das plantas do algodoeiro

 

O  Grupo  Brasileiro dos Consultores de Algodão (GBCA) alerta os produtores sobre o problema do avermelhamento das plantas do algodoeiro, observada nas principais  regiões  produtoras do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil.

Segundo  os  consultores,  existem vários fatores que causam avermelhamento das  plantas  do  algodoeiro,  como  viroses  (doença  azul  e  vermelhão), encharcamento,  senescência,  broca da raiz, complexo fusarium-nematóide de
galhas,  ácaros  (vermelho  e rajado), "stress" de veranico, deficiência de magnésio   e/ou   potássio,  injúrias  de  defensivos  químicos  e  fatores genéticos.

Porém,  o  fato preocupante aos consultores de algodão na safra 2007/08 é a elevada  presença  de plantas tigüeras de algodão e de soqueiras no meio de lavouras  de  soja  e  milho, que serviram de refúgio para bicudo, pulgões, hospedando  doenças e fazendo com que estas populações de insetos e doenças se mantivessem elevadas, acima dos níveis de controle recomendados. Segundo os  consultores,  esse  fato  é  favorável  ao  agravamento dos sintomas de
avermelhamento.

Por  outro  lado,  a  maioria  das  evidências  aponta que o avermelhamento observado  se  deve  a viroses transmitidas pelos pulgões, fato que ocorreu mesmo nas cultivares consideradas resistentes até a safra passada.

Foram coletadas amostras de plantas avermelhadas para confirmação do agente causal específico por virologistas do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com objetivo de garantir a sustentabilidade e a segurança da cotonicultura brasileira, os consultores do GBCA alertam os produtores que para a safra 2008/09 todos se preparem com as metas de soqueiras e tigüeras zero. Recomendam também que os produtores utilizem níveis de controle de pulgão mais baixos que os praticados nesta safra para evitar escapes populacionais e conseqüentemente possíveis riscos à produção. Esta estratégia evitará o agravamento do problema de avermelhamento e reduzirá riscos para a cotonicultura.