Sistema Faeb/Senar garante apoio técnico ao PAC do Cacau
Capacitar, com recursos próprios, todo o quadro técnico que atua no Plano de Aceleração do Desenvolvimento e Diversificação do Agronegócio da Região Cacaueira da Bahia (PAC do Cacau).
Essa é a contribuição e o apoio do sistema Faeb/Senar (Federação da Agricultura e Pecuária o Estado da Bahia/Sistema Nacional de Aprendizagem Rural) para a retomada do crescimento econômico da lavoura cacaueira.
O anúncio foi feito pelo presidente da Faeb, João Martins, durante a reunião de apresentação do plano, que aconteceu, na segunda-feira, no auditório da instituição.
Participaram do encontro, aproximadamente, 100 produtores, o secretário estadual da Agricultura, Geraldo Simões, o diretor-geral da Ceplac, Jay Wallace Mota, e agentes financeiros dos bancos do Brasil (BB) e do Nordeste (BNB), responsáveis pelo apoio à renegociação das dívidas e a concessão de novos créditos.
O secretário falou sobre o desenvolvimento do setor agropecuário baiano, responsável por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e da necessidade da região sul - que há 19 anos convive com os efeitos da vassoura-de-bruxa - acompanhar esse crescimento, agregando valor à sua produção.
Valor agregado - De acordo com dados apresentados pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), enquanto o quilo da amêndoa da fruta é vendida em média por R$ 5, a massa chega aos R$ 15 e o quilo do chocolate a R$ 45.
O PAC do Cacau, além de possibilitar a renegociação de dívidas, promove o estímulo à produção consorciada com a seringueira, o dendê, a fruticultura e palmito.
Uma das vertentes do plano é o desenvolvimento da agroindústria, com a construção de 20 unidades de processamento de líquor e chocolates.
"Esse não é um plano perfeito, mas possível para a recuperação da economia da região", relembrou Simões, citando o comentário do presidente Lula durante o lançamento do PAC do Cacau, em Ilhéus.
Diferencial - Durante o encontro foram esclarecidas dúvidas pertinentes ao processo de renegociação, que se encerra no dia 30 deste mês, os documentos necessários para o cadastro, os descontos percentuais e fixos e as inúmeras vantagens oferecidas pelo PAC aos cacauicultores.
"O diferencial é que esse plano concede bônus não por categoria, mas por saldo devedor, com juros de rebate e oferta crédito novo 100% da fonte de risco, ou seja, um recurso institucional que beneficia o agricultor e faz com que este não entre na dívida ativa da União", avaliou o gerente geral do BNB, em Itabuna, Delci Andrade dos Santos, se referindo ao recurso do Fundo de Financiamento do Nordeste (FNE).
Destacando que não queria influenciar ninguém a participar do plano e que esta decisão era de cada um, o presidente da Faeb, garantiu que os recursos previstos foram alvos de muitos estudos.
Ele lembrou que a renúncia em aderir ao plano implica na vulnerabilidade dos que têm problemas com o endividamento.