Pecuária leiteira atrai investidores e movimenta economia local durante a ExpoAlagoinhas

25/09/2008

Pecuária leiteira atrai investidores e movimenta economia local durante a ExpoAlagoinhas

 


Com a expectativa de movimentar R$ 1 milhão a partir da realização de negócios em leilões, a venda direta de animais e de produtos da agroindústria, a 11ª Feira de Exposição Agropecuária (ExpoAlagoinhas), que começou oficialmente hoje (25), no parque de exposições do município, Miguel Santos Fontes, adquire status para se tornar uma das principais feiras do estado, podendo atrair até domingo (28) um público superior a 20 mil pessoas. O evento conta com o apoio do Governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura (Seagri).

Com uma área de 10 mil metros quadrados, o parque abriga um
total de 1.500 animais entre bovinos, eqüinos, caprinos e ovinos. "A qualidade do rebanho é muito boa, no que se refere à sanidade. Muitos animais são "top de linha" e Puros de Origem (PO). Os produtores estão organizados, capacitados e têm seguido as normas técnicas e de procedimento estabelecidas", constatou a médica veterinária e fiscal da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Andréa Soraia, que esta com a equipe de 10 técnicos de plantão na entrada do parque, fiscalizando os atestados necessários de cada espécie e garantindo a sanidade do rebanho que participava da feira.

Produtividade

Com o alcance do melhor índice de produtividade leiteira da Bahia,
registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimado em 2,3 mil quilos de leite por vaca ordenhada ao ano, a região, polarizada por Alagoinhas, se destaca na pecuária de leite. Segundo o médico veterinário e chefe da estação experimental da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Silval Luz Souza, a produção por dia, gira em torno de 6,5 quilos de leite por vaca ordenhada.

"O desenvolvimento da bovinocultura leiteira na região se deve à
proximidade com os grandes centros de laticínios e do aproveitamento de terras, antes improdutivas que, através da brachiária (tipo de capim adaptável a regiões de baixa fertilidade), favoreceu à criação da espécie leiteira Girolando", explicou. Somente no território do Litoral Norte, existem seis indústrias de laticínio.

 Vale ressaltar que a raça Girolando é resultado da mistura entre as raças Gir e Holandesa unida o que há de melhor, no que se refere à rusticidade e característica de resistência orgânica, à alta capacidade leiteira, respectivamente. A espécie está sendo homenageada na feira, que conta com animais de elite, cuja produção diária varia entre 16 e 20 quilos de leite.

A ExpoAlagoinhas atraiu grandes e pequenos criadores, com expectativas em comum em adquirir novos exemplares e melhorar a qualidade genética do rebanho. O produtor de pequeno porte, Antônio Gonçalves Moreira, proprietário da Fazenda Triunfo, em Alagoinhas, cuja área é de 53 hectares, vislumbra a possibilidade de ofertar sua produção em grande escala.

"A expectativa é aumentar a produção e atender à demanda das unidades instaladas e das que estão chegando, a exemplo, da Nestlé ? em Feira de Santana", declarou Moreira. Atualmente ele tem oito vacas, produzindo de 25 a 30 quilos de leite, por dia, e ainda três bezerros. Já para o criador em potencial, Marinaldo Rocha, proprietário

da fazenda Suzanópolis (à 10 quilômetros da cidade), que possui 300 hectares de terra e uma estrutura completa, a tradição na criação do gado leiteiro, da raça Girolando, proporcionou-lhe uma alta produtividade de 700 quilos de leite por dia. A fazenda tem um resfriador, uma ordenha de 18 anais. Rocha trouxe para a exposição 45 exemplares da raça Gir.

Com a realização de exposições rankeadas e um torneio leiteiro, que inclui três ordenhas por dia, vai premiar o animal mais produtivo, certificando-o e oferecendo ao seu criador, um valor de R$ 6 mil.


Caprinos e Ovinos

As espécies caprinos e ovinos também estão representadas na
feira. O produtor e presidente da Associação de Criadores de Caprinos da Bahia (Accoba) ? sediada em Salvador, Michell Temístocles, confessa que deixou de participar da feira nacional de caprinos de Sergipe, para participar da ExpoAlagoinhas, ofertando, animais das raças Santa Inês e Dorper, premiados nacionalmente.
"Por ter propriedade em Mata de São João, cidade vizinha à
Alagoinhas, e apostar no crescimento e valorização do rebanho na região, optei em participar desta exposição e estou muito otimista com a realização de negócios", declarou.

 

Ascom/Seagri - 25.09.2008
Ana Paula Loiola/Edleide Hora
3115-2767/2737