Commodities Agrícolas
Mais uma queda. As cotações do suco de laranja voltaram a recuar ontem na bolsa de Nova York, ainda pressionadas por movimentos de fundos de investimentos e também pelo esvaziamento do temor de que a temporada de furacões nos EUA provoque danos ao parque citrícola da Flórida, o segundo maior do mundo, atrás do paulista. Foi a sexta queda em sete sessões, como lembra a agência Bloomberg. Os contratos com vencimento em novembro fecharam a 86,80 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 240 pontos, enquanto os papéis para entrega em janeiro caíram 245 pontos, para 90,55 centavos de dólar. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias segue, em média, pouco abaixo de R$ 10, segundo levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.
Alta em Chicago. Após seis pregões seguidos de baixas, os preços da soja reagiram ontem em Chicago, "animados" com as ameaças de novos protestos de ruralistas na Argentina, terceiro maior exportador do grão do mundo. Os contratos com vencimento em novembro encerraram o dia negociados a US$ 10,53 por bushel, em alta de 8 centavos de dólar. Os futuros para janeiro, por sua vez, subiram 8,25 centavos de dólar e fecharam a US$ 10,7050. Para o pico histórico da soja em Chicago (contratos de segunda posição), atingido no último dia 3 de julho, também pesou a influência de protestos na Argentina. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos do grão já caiu de R$ 42 para pouco mais de R$ 40, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).
Quinta queda seguida. As cotações do milho voltaram a fechar em baixa ontem na bolsa de Chicago, pela quinta sessão consecutiva, ainda sob a desconfiança sobre o futuro do plano de Washington para salvar a economia dos Estados Unidos. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram o dia negociados a US$ 4,84 por bushel, uma desvalorização de 3,5 centavos de dólar - mesma retração dos futuros para entrega em março, que fecharam a US$ 5,03. Traders ouvidos pela agência Bloomberg também notaram a influência da queda do petróleo para o comportamento dos preços do milho. No Paraná, a média para a saca de 60 quilos do grão subiu 0,57% e alcançou R$ 17,79, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
Mais produção. Os contratos futuros do trigo caíram ontem devido a especulações de que a produção dará uma guinada na Rússia e na Ucrânia, o que poderá reduzir a demanda pelo cereal dos EUA, o maior exportador do mundo. A Rússia, que mantém hoje a quarta posição na produção mundial de trigo, previu uma elevação de 27% na safra atual de grãos, para 104,1 milhões de toneladas (incluindo o trigo). Já a Ucrânia disse que irá colher 49 milhões de toneladas de trigo, uma alta de 69% em relação à safra anterior. "É muito mais do que tinham divulgado antes", disse Louise Gartner, da Spectrum Commodities, de Ohio. Os papéis para entrega em dezembro caíram 10,25 centavos na bolsa de Chicago, para US$ 6,6975 por bushel. No mercado paranaense, a saca ficou em R$ 26,76, segundo o Deral.