Figo, lichia e rambotã são alternativas de renda para o semi-árido
Renda, emprego e diversificação da oferta de produtos no semi-árido é o objetivo do projeto da Embrapa Meio-Norte para o cultivo de espécies exóticas, a maioria fruteira. A proposta leva em conta a viabilidade econômica dessas espécies, com foco na qualidade do produto, preservação do meio ambiente, além dos aspectos sociais da exploração agrícola. Na primeira fase, que começou este ano, foram plantados cravo-da-índia, figo, lichia, rambotã, pupunha e caqui.
Para 2009, serão incluídas a tâmara, a oliveira, o mangostão e a pimenta-do-reino. O projeto vai até 2011, com orçamento de R$ 109 mil do Banco do Nordeste. Na mesma linha de pesquisa, a tâmara, oliveira, mangostão e pimenta-do-reino serão estudadas. Estão previstas a disponibilização de, pelo menos, duas espécies de fruteiras em condições de atender aos mercados interno e externo e a capacitação de 200 agentes da cadeia produtiva. Os estudos são realizados nos municípios de São João do Piauí, no semi-árido, e Alvorada do Gurguéia, faixa de transição entre o semi-árido e cerrado, no sul do Piauí.
Nos dois experimentos o desenvolvimento inicial das plantas foi considerado positivo, especialmente da lichia e do figo. Fruticultura - O Brasil é o terceiro produtor mundial de frutas, com cerca de 40 milhões de toneladas ao ano, cultivadas em área estimada em 2,2 milhões de hectares, gerando cerca de 4 milhões de empregos. A importação brasileira anual é de 200 mil toneladas, principalmente de frutas exóticas. As exportações alcançam 2% da produção. Estes números representam 25% do PIB - Produto Interno Bruto, do agronegócio.
Do Ministério da Agricultura