Mudam normas para a vacina contra aftosa

02/10/2008

Mudam normas para a vacina contra aftosa

 

Após atingir a mesma cotação de quando foi lançado em dezembro de 2006, os contratos de algodão com entrega para dezembro deste ano reverteram a queda dos últimos três pregões e fecharam em 58,34 centavos de dólar por libra peso (454 quilos), valorização de 1,9%. Os fundamentos de oferta menor e maior demanda em relação à próxima safra de algodão e os estoques menores são os fatores apontados por especialistas como os motivos para a alta.
Miguel Biegai, analista da Safras & Mercado, explica que não há nenhum motivo fundamental para as cotações da commodity chegarem ao mesmo patamar de 2006. "Naquele ano, as cotações estavam em 55 centavos de dólar por libra peso, com o dólar mais valorizado e estoques maiores, sem contar o petróleo, que estava na casa de US$ 60 o barril", compara. Segundo disse, o motivo para a queda está na questão econômica. "Em 2006, os contratos comprados (líquidos) eram 18 mil a mais que os vendidos. Neste ano, a diferença caiu para 2 mil contratos. Um exemplo de que o capital especulativo está migrando para outros mercados".

Biegai acrescenta ainda que o melhor momento para a compra já passou. "Quem comprou a 55 centavos de dólar a libra peso vai se dar bem. Agora os preços devem voltar a subir e quando passar a instabilidade, a tendência é que os fundos voltem e os preços subam". Ele justifica o cenário altista por causa dos estoques mais baixos e o alto preço do poliéster.

O trigo seguiu o caminho inverso e fechou o último pregão com queda de 1,35%. Os papéis com entrega para março ficaram cotados a US$ 6,91 o bushel (27,2 quilos). "Os preços caíram por uma questão técnica. Os contratos estão mais vendidos na última semana", avalia Élcio Bento, analista da Safras & Mercado. Segundo explicou, na semana de 19 a 23 de setembro, os especuladores reduziram de 70% para 68% a participação comprada no mercado. A venda dos contratos subiu de 30% para 32%. "Eles (especuladores) ditam as regras dos preços. Mas os fundamentos (oferta e demanda) devem deixar os preços mais equilibrados daqui para frente".

O açúcar do tipo 11 com entrega para outubro fechou cotado a 14,14 centavos de dólar por libra peso, com valorização de 3,5%. No entanto, a redução no déficit de açúcar no ano-safra que começou ontem, a retração dos preços do petróleo e a depreciação da moeda brasileira deverão estimular sua produção, disse Leonardo Bichara Rocha, economista da Organização Internacional do Açúcar (OIA).

No ano-safra que vai até o final de setembro de 2009, o Brasil, o maior produtor e exportador mundial de açúcar, deverá produzir maior volume que o previsto, em vista do aumento dos lucros gerado pelas exportações, o que estancará a alta dos preços, disse Rocha em entrevista concedida a partir de Londres. A demanda pelo produto vai ultrapassar a oferta em 3,9 milhões de toneladas este ano, disse a OIA
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 9)(Roberto Tenório e Bloomberg News)