Commodities Agrícolas
Economia pressiona. Os preços futuros do açúcar tiveram ontem a maior queda desde julho, na esteira da valorização do dólar em relação ao euro e dos temores de que a demanda possa arrefecer com uma possível desaceleração econômica mundial. "As commodities irão sofrer com o dólar alto e o desaquecimento das economias", disse à Bloomberg Charles Nedoss, gerente-sênior da Peak Trading, sediada em Chicago. Com isso, os contratos de açúcar com vencimento em março do próximo ano recuaram 85 pontos na bolsa de Nova York e encerraram o dia cotados a 13,08 centavos de dólar por libra-peso. Foi a maior queda desde o pregão de 17 de julho. No mercado interno, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 31,08, com variação de 0,06%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Forte queda. Os contratos futuros do café seguiram a tendência de outras commodities e registraram forte queda, atingindo o menor preço em dez meses. A queda foi motivada pela valorização do dólar, que tornou as commodities menos atraentes. A moeda americana atingiu ontem o maior patamar em um ano frente a outras seis moedas-fortes. Ao mesmo tempo, os estoques dos Estados Unidos subiram para 4,57 milhões de sacas. O café arábica para entrega em dezembro recuou 365 pontos em Nova York, ou 2,8%, fechando a US$ 1,2545 por libra-peso. Ao longo do dia, o grão chegou a atingir a casa de US$ 1,248, o menor preço desde o pregão do último 27 de novembro. No mercado interno, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 262,1, uma alta de 0,15%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Derrocada nos preços. Os contratos futuros do suco de laranja concentrado atingiram ontem o menor preço desde janeiro de 2005. Foi mais uma commodity a sofrer o impacto das turbulências que assolam a economia mundial, sobretudo a americana. "Estamos vendo uma pressão forte sobre todas as commodities agrícolas devido ao pessimismo crescente em relação ao panorama econômico global", disse Dan Vaught, analista da Wachovia Securities LLC, de St. Louis. "A laranja está sofrendo também". Os papéis para entrega em janeiro caíram 530 pontos na bolsa de Nova York e fecharam a 85,25 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja fechou a R$ 9,99, com variação média de 0,20% nos últimos cinco dias, segundo pesquisa do Cepea/Esalq.
Nova queda mensal. O leite entregue em agosto pelos produtores do país aos laticínios foi pago em setembro com nova queda de preços, conforme levantamento do Cepea/Esalq em sete Estados (RS, SC, PR, SP, MG, GO e BA). Na média ponderada, o recuo foi de 5,5 centavos por litro, ou 7,62% a menos do que os valores praticados em agosto referentes ao produto entregue em julho. Foi a terceira queda mensal consecutiva, e o Cepea informou que, pelo que apontam 80% dos representantes de laticínios e cooperativas consultados, as quedas podem ser repetir em outubro. Com a última retração, o valor bruto do leite nas praças pesquisadas caiu para R$ 0,6574 por litro, em média. De acordo o Cepea, os recuos refletem um aumento da oferta mais acelerado que a demanda.