Fibra de bananeira vira fonte de renda

06/10/2008

Fibra de bananeira vira fonte de renda

 

Da agilidade e concentração de artesãos de Abaré e Curaçá, municípios a 550 km de Salvador, nascem objetos feitos com fibra de bananeira, matéria-prima colhida no Perímetro Irrigado de Pedra Branca. Agricultores de todas as idades, homens e mulheres, procuravam uma alternativa de renda para acrescer aos ganhos da família e ajudar no orçamento e encontraram na planta o caminho na confecção de bol­sas, tapetes, jogos americanos, entre muitas outras invenções.

"A idéia é procurar mais uma forma de aumentar nossos rendimentos, mas ainda precisamos de muita ajuda para fazer dar certo e conseguirmos profissionalizar a produção e o trabalho dos artesãos", afirma Jerson de Souza Oliveira, um dos 34 artesãos da Associação Agropecuária Artesanal do Município de Abaré, que tem nome de fantasia florimel, já que eles mantêm um grupo que trabalha com apicultura.

O que todos querem é organizar e estruturar a Florimel com padronização de produção, selo próprio, pelo menos dez teares industriais com maior capacidade de produção e um bom trabalho de relações públicas que gere pedidos e comece a trazer lucros até o momento, tudo que ganhamos com as peças vendidas em lojas e mercados de Abaré e Curaçá só dá para comprar mais material de trabalho. Ninguém lucrou ainda cóm a atividade", esclarece Jerson.'

APRENDIZADO - A alternativa de trabalho foi viabilizada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), de Juazeiro, com recursos da Comparihia Ridro Elétrica do São Francisco (Chesf), através de curso de processamento artesanal da fibra da bananeira. A intenção é agregar valor aos produtos que são cultivados no Perímetro Irrigado Pedra Branca. Para a superintendente da Codevasf, Ana Angélica Lima, "o trabalho artesanal pode contribuir com a melhoria da renda das faÍnílias, já que as pe­ças feitas com fibras naturais têm bastante aceitação".

Com mais de 1.600 hectares de produção de banana, os artesãos querem aproveitar este potencial para entrar em um novo mercado. O ganho ainda é tímido, pois os artesãos ainda não têm muita procura pelo seu produto, mas a esperança de crescimento é grande.