Brasil e Alemanha: juntos na produção de energia limpa

09/10/2008

Brasil e Alemanha: juntos na produção de energia limpa


A Bahia vai sediar uma importante discussão, de caráter internacional, sobre as novas perspectivas sócio-econômicas dos processos que envolvem o biocombustível, com referência e participação da Alemanha, país precursor no desenvolvimento do biodiesel, assim como o Brasil e Estados Unidos o são no desenvolvimento do etanol e biocarburantes, obtidos a partir de matérias-primas renováveis. O local escolhido para sediar essa discussão foi Salvador.
O Simpósio Internacional de Biocombustíveis e Segurança Alimentar, que começa na próxima segunda (13) e segue até quinta (15), no teatro do Instituto Cultural Brasil e Alemanha (ICBA) – na Avenida Sete de Setembro – deve reunir cerca de 150 participantes entre estudiosos, políticos, técnicos da área, estudantes e representantes de renomadas instituições. A entrada é franca.
O evento tem ampla parceria do Governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) e das secretarias de Ciências, Tecnologia e Inovação (Secti), de Meio Ambiente de Recursos Hídricos (Semarh) e de Infra-estrutura (Seinfra).
Durante o simpósio, serão apresentadas as realizações e planos para o setor de biocombustíveis no estado e panoramas e tendências da produção internacional, bem com temas relevantes no que se referem à segurança alimentar, desafios sócio-ambientais e certificação na União Européia e no Brasil. 

Potencial do estado

Vale ressaltar que o Programa Estadual de Bioenergia está inserido num novo sistema de produção agrícola, a agroenergia, responsável pela produção de matérias-primas energéticas renováveis que deverão gradativamente  substituir a energia  oriunda do petróleo e do carvão. Em oito anos, a expectativa é que o Estado possa atingir a marca de 7,8 milhões de metros cúbicos de etanol e 773 mil metros cúbicos de biodiesel, além de gerar energia e créditos internacionais de carbono.  A co-geração de energia deve chegar a 2,5 mil megawatts.
Para aqueles que pretendem instalar usinas processadoras no estado, o governo deu a isenção de 5% para as usinas de se instalarem nas regiões do Semi-árido e Oeste e de 7,5% para as demais regiões do estado.

 

Ascom/Seagri 09.10.2008
Ana Paula Loiola
31152767/2737