Commodities Agrícolas
Derrapada
O mercado de açúcar deu uma derrapada na sexta-feira em Nova York e os preços futuros fecharam no menor valor em 10 meses, num dia em que as ações voltaram a recuar e o dólar a subir. A maior parte dos contratos fechou abaixo de 12 centavos de dólar por libra-peso - valor considerado um break-even operacional - por grande parte da indústria da cana no Brasil. Os contratos com vencimento em maio de 2009 caíram 65 pontos, a 11,44 centavos de dólar. Traders disseram à Dow Jones que investidores continuam saindo de açúcar e outros ativos para o dólar, ouro e títulos do governo. Na bolsa de Londres, o açúcar com vencimento em março caiu US$ 15,20, para US$ 336,30 por tonelada. O índice Cepea/Esalq para o açúcar fechou em R$ 31,17 por saca, queda de 0,32% no dia.
Pequena alta
Os futuros de café arábica fecharam em alta na sexta-feira em Nova York, mas voltaram a recuar nas negociações no "after-hours", segundo a Dow Jones. Os contratos de dezembro e março fecharam com ganhos de 70 pontos a US$ 1,1535 por libra-peso e US$ 1,2020, respectivamente, graças a coberturas de posições. Para analistas, o movimento não pode ser visto como indicador de que o café vai subir, já que o mercado acionário segue caindo e o dólar está em alta. No meio da manhã, o café recuou quase 400 pontos por causa da queda da bolsa japonesa. A atenção está voltada agora para o real e o efeito de suas oscilações para a comercialização da nova safra de café. Em Londres, o robusta para janeiro recuou US$ 38 a US$ 1.785 por tonelada. O indicador Cepea/Esalq ficou em R$ 259,94, alta de 0,97%.
Piso em mais de 3 anos
As cotações do suco de laranja desceram ao menor patamar em quase quatro anos na sexta-feira na bolsa de Nova York, pressionadas pela previsão do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de que a safra de laranja da Flórida será maior do que a inicialmente esperada (166 milhões de caixas de 40,8 quilos). Os contratos com vencimento em novembro encerraram a sessão negociados a 76,05 centavos de dólar por libra-peso, ao passo que os papéis para entrega em março caíram 550 pontos e fecharam a 79,85 centavos de dólar. Em São Paulo, que abriga o único parque citrícola maior que o da Flórida no mundo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu, em média, por R$ 10,07, de acordo com levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.
Influência externa
Os contratos futuros de algodão fecharam no limite de baixa na sexta-feira na bolsa de Nova York pressionados pela liquidação em larga escala num dia em que a incerteza econômica foi exacerbada pela alta do dólar e pelo relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Segundo a Dow Jones, analistas esperam que o algodão continue em queda por causa da turbulência econômica global. O contrato de dezembro, o mais ativo, fechou em queda de 300 pontos a 49,44 centavos de dólar; março também teve o mesmo recuo, a 53,87 centavos de dólar. O relatório do USDA previu exportações de 13 milhões de fardos em 2008/09, abaixo dos 14,5 milhões do mês passado. As projeções para o consumo mundial também foram reduzidas, de 38,51 milhões de fardos para 36,14 milhões.