Expoita debate sanidade animal com agricultores familiares
Produtores e agricultores familiares da região cacaueira puderam tirar dúvidas, sobre anemia infecciosa equínea, raiva, brucelose e aftosa, na palestra ministrada, ontem (10), na 26º Exposição Agroindustrial da Região Cacaueira (Expoita), realizada no parque Antônio Setenta,
O principal assunto foi o combate à febre aftosa e a campanha de vacinação. A doença é a mais grave que acomete os bovinos e bubalinos, tendo em vista que ela só diagnostica num estágio avançado. Segundo o veterinário Luciano Santana, o último caso registrado na Bahia foi em 1997 e que mesmo assim é preciso intensificar as ações de prevenção a cada ano para não deixar que a doença volte ao Estado.
“A Adab tem se preocupado muito em conscientizar o criador, principalmente o pequeno, da importância de vacinar o seu rebanho, além de intensificar a fiscalização no trânsito de animais, tendo em vista a necessidade de permanecer com o status de zona livre de aftosa com vacinação”, explicou.
A criadora de gado Valdecira Caldas, de Itabuna, disse que sempre vacinou os animais, mas desconhecia os danos que a doença causa. “Agora estou mais instruída sobre essa doença, e sempre que aparece na televisão eu compro e aplico”. A criadora aproveitou a oportunidade e participou do curso de laticínios para melhorar a renda.
Ações de prevenção
Em novembro será realizado um trabalho de pesquisa para desvendar a ocorrência de tuberculose no rebanho baiano. A Adab fará testes em amostras de vacas e touros com idade igual ou superior a 24 meses. O animal com tuberculose apresenta emagrecimento progressivo e secreção nasal. A patologia não tem tratamento e o animal deve ser sacrificado.
Em relação à raiva, a orientação é que mediante a presença de morcego nas propriedades, os criadores devem procurar a gerência local da Adab, para que seja feita uma análise da espécie. Caso seja hematófago, ele pode transmitir a raiva aos bovinos, suínos e equinos.
Curso de laticínio
Durante o curso, os agricultores familiares aprenderam a produzir queijo minas e coalho, assim como tiveram noções dos males que um leite mal conservado pode causar à saúde. As técnicas foram passadas pelo médico-veterinário Marçal de Gondra, da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA). Ele explicou que o leite tem que ser pasteurizado e, se o consumidor não souber a procedência, pode contrair doenças como a tuberculose, que acomete os cavalos, mas que pode atingir o homem.
Hoje (11), às 18h, ocorreu um leilão, com rebanhos bovinos e eqüinos. Trezentos animais participaram do evento, no Parque de Exposições Antônio Setenta.
Ascom- Seagri/Adab
Samanta Uchôa/ Érica de Sá