Commodities Agrícolas
Varejo fraco. Ainda deprimidas pela influência conjunta da queda das bolsas de valores e da alta do dólar, a maior parte das commodities agrícolas caiu nesta quinta-feira. O movimento foi registrado nos negócios com cacau. Jurgens Bauer, da corretora Jurgens Bauer & Associates, disse à Dow Jones Newswires que a queda do consumo no varejo, divulgada ontem, continuará a puxar baixas das chamadas "soft commodities", como o cacau. Em Nova York, os contratos para março de 2009 caíram US$ 76, para US$ 2.156 por tonelada. Em Londres, os papéis para março recuaram 39 libras esterlinas, para 1.302 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba foi negociada, na média, por R$ 73,66, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).
Fundos no mercado. Os preços futuros do algodão fecharam em alta na quinta-feira, impulsionados por compras de fundos de investimentos. Na bolsa de Nova York, os contratos para março encerraram o pregão a 53,39 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 151 pontos. No mercado, a queda das últimas semanas foi pressionada pela expectativa de recuo da demanda global por conta da recessão da economia mundial. Os EUA, maiores exportadores globais, vão embarcar nesta safra 13 milhões de fardos, quase 5% abaixo dos volumes negociados no ciclo anterior, segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). No mercado paulista, o algodão encerrou a R$ 1,2346 a libra-peso, alta de 0,06%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a alta é de 0,28%.
Alívio moderado. As cotações do suco de laranja encerraram a quinta-feira em alta na bolsa de Nova York, em um movimento considerado de ajuste após as fortes quedas recentes. Os contratos com vencimento em novembro fecharam a 80,15 centavos de dólar por libra-peso, um ganho de 95 pontos em relação à véspera, ao passo que os papéis para entrega em janeiro subiram 100 pontos e alcançaram 83,95 centavos de dólar. Apesar da modesta recuperação, o mercado ainda teme os efeitos da desaceleração da economia global sobre o consumo do produto, que já apresentava sinais de retração. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 9,58, em média, de acordo com o Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias até quinta, houve queda de 0,99%.
Queda modesta. Até que as cotações do milho caíram pouco na quinta-feira na bolsa de Chicago, mas traders consultados pela agência Dow Jones Newswires realçaram que isso não significa necessariamente que o piso está próximo, já que o temor de desaceleração mais forte da economia global continua a prevalecer no mercado. Os contratos com vencimento em dezembro recuaram 3,50 centavos de dólar e fecharam a US$ 3,8450 por bushel, enquanto os futuros para março encerraram a sessão a US$ 4,0150, em baixa de 4 centavos de dólar. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão acompanhou a tendência e recuou, em média, 1,6%, para R$ 17,17, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.