Empresas aproveitam crise para se expandir

22/10/2008

 Empresas aproveitam crise para se expandir

 


A crise financeira mundial não faz só vítimas. Há empresas que podem se aproveitar desse cenário para impulsionar as vendas. É o caso da DSM Produtos Nutricionais e da Novozymes. As duas empresas lançaram, em conjunto, a única enzima pura que potencializa a absorção dos ingredientes da ração e reduz os custos de produção do frango de corte. "A crise se tornou uma oportunidade, já que nosso lançamento diminui os gastos do produtor", diz o presidente da DSM, Antônio Ruy Freire.

Para ele, o atual cenário vai alavancar as vendas do produto, chamado Ronozyne ProAct. "O pico de vendas acontece entre quatro e cinco anos. Mas com a crise, os produtores querem reduzir os custos, característica da enzima, o que pode antecipar o auge de vendas para três anos".

E, nesse período, as duas empresas já planejam dominar 30% do mercado, o que, segundo Freire, representa US$ 50 milhões anuais. "A conjuntura econômica mundial vai favorecer as vendas." O produto atua diretamente no aumento de produção de carne. Durante o ciclo de vida (cerca de 21 dias), um frango consome em média 5 quilo de ração (milho, soja e outros). Segundo o presidente da DSM, uma grama da enzima economiza 300 gramas de ração. "Gera uma redução de 3% a 6% no custo da ração." Freire lembra que essa economia aumenta a oferta de grãos no mercado, já que não serão mais destinados para a ração. O desenvolvimento da enzima levou dez anos e recebeu US$ 100 milhões em investimentos. O ProAct já está disponível no mercado brasileiro e será exportado para os 49 países onde a DSN atua. Os primeiros países que devem receber o produto são Turquia e México.

Segundo o Sindicato Nacional das Indústrias de Alimentação Animal (Sindirações), as indústrias do setor devem crescer 10,2% neste ano, em relação a 2007, com produção de 58 milhões de toneladas. A expectativa é alcançar 150 milhões de toneladas em 2020. O aumento favorece o crescimento do mercado de aditivos que deve movimentar este ano US$ 1,2 bilhão.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 11)(Sérgio Toledo/InvestNews)