Grãos voltam às baixas
Depois de subir na segunda-feira, os grãos voltaram a recuar na Bolsa de Chicago (CBOT), acompanhando o pessimismo da economia global. O contato de soja com vencimento em janeiro recuou 2,7% para US$ 9,1525 por bushel. Junto com a soja, o óleo também recuou. O contrato para janeiro caiu 4,7%, para 36,29. O farelo recuou menos (0,44%) para US$ 266,90 a tonelada curta. Os papéis do milho também desvalorizaram-se ontem. O contrato para dezembro fechou em US$ 4,11, queda de 1,79%.
De acordo com analistas ouvidos pela agência Dow Jones, o mercado continua com tendência baixista para soja, devido ao cenário para o petróleo e às perdas nas bolsas mundiais.
Do lado da procura, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) comunicou ontem a venda externa de 220 mil toneladas de soja entrega desconhecida. O Usda também relatou a venda de 110 mil toneladas de soja para entrega para a China.
Algodão
Na ICE Futures (antiga Bolsa de Nova York) o algodão teve alta 2,2%, com o contrato com vencimento em março fechando em 53,56 centavos de dólar por libra-peso, ante os 52,39 centavos de dólar do dia anterior. Segundo a agência Dow Jones, os analistas esperam que os preços do algodão continuem relativamente firmes "Os preços do algodão estão atrativos", declarou Ron Lawson, sócia da LOGIC Advisors, em Napa Valley, na Califórnia (EUA).
Café
O café ficou ileso às turbulências de ontem e fechou praticamente estável em queda de 0,2%. Os papéis com vencimento em dezembro encerraram o pregão na CME Futures (Bolsa de Nova York) em US$ 114,25 por tonelada.
Ontem, a agência Bloomberg noticiou que Honduras, o segundo maior produtor de café da América Central pode
perder mais de 15% da safra nas regiões do país que mais o cultivam devido à chuva excessiva. As folhas dos pés de café em fazendas localizadas em altitudes acima de 1.000 metros estariam sendo arrancadas das árvores, expondo os grãos a danos advindos do clima mais frio que pode logo se seguir às chuvas, disse uma autoridade no Instituto Hondurenho do Café em Tegucigalpa, a capital. De acordo com a agência, as fazendas localizadas em grandes altitudes produzem 75% das 430 milhões de libras (1 libra equivale a 0,45 kg) de grãos colhidos no ano passado, estima o instituto. Fazendeiros vão começar a colher a safra deste ano no próximo mês, e geralmente terminam a colheita em março. O instituto do café previa anteriormente um salto de 12% na produção este ano, visto que as árvores estão entrando no período mais produtivo do seu ciclo de crescimento que dura dois anos.(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 11)(Fabiana Batista São Paulo)