Commodities Agrícolas
Queda na produção. Os preços futuros do açúcar subiram ontem pelo segundo dia consecutivo no mercado americano, em resposta à queda na produção brasileira e ao movimento de compra de fundos. A produção no Sudeste do país na primeira quinzena de outubro recuou para 1,63 milhão de toneladas, em comparação com as 2,15 milhões de toneladas do ano anterior, informou ontem a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). "Os números da Unica ajudaram [a impulsionar a cotação]", disse Jim Cassidy, trader da Newedge USA LL, em Nova York. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em maio fecharam a 11,42 centavos de dólar, alta de 18 pontos. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 31,06, com alta de 0,10%, segundo o Cepea/Esalq.
Mercado deprimido. As cotações da soja encerraram a terça-feira em baixa na bolsa de Chicago, novamente contaminadas pelas incertezas em torno do tamanho da desaceleração econômica global em virtude da crise irradiada a partir dos Estados Unidos. Traders lamentaram que a redução da área plantada com o grãos nos EUA, divulgada pelo departamento de agricultura do país (USDA), não tenha tido força para garantir a elevação dos preços. Os contratos com vencimento em novembro fecharam a US$ 8,7875 por bushel, em baixa de 14,25 centavos, ao passo que janeiro caiu 9,50 centavos, para US$ 8,88. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no Paraná recuou 0,82%, para R$ 44,56. No mês, a queda acumulada chega a 1,33%.
Previsões revisadas. Os preços futuros do milho subiram ontem em Chicago. Foi a segunda alta consecutiva no mercado americano. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o movimento se deveu à projeção de queda na produção feita pelo Departamento de Agricultura dos EUA. Segundo o USDA, o país deverá colher 12,033 bilhões de bushels, 1,4% menos que o estimado no último dia 10. O órgão também cortou a estimativa de área plantada em 1,3%. "Mudou a dinâmica de fornecimento", disse Dale Schultz, especialista em commodity da Gottsch Enterprises, em Hastings, Nebraska. Os contratos para entrega em março fecharam a US$ 4,0825 por bushel, alta de 6 centavos. No mercado interno, a saca do milho fechou a R$ 21,73, com queda de 1,16%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Condições ideais. Sinais de que a safra de inverno de trigo está em melhores condições este ano nos EUA acabaram derrubando as cotações da commodity no pregão de ontem, em Chicago. Segundo analistas, a percepção de melhora se deve às chuvas, ajudando no desenvolvimento das plantas recém-semeadas. Segundo o Departamento de Agricultura do país, o USDA, 65% do trigo está em condições consideradas boas ou ótimas - na última safra este percentual era de 55%. "O trigo foi plantado no hora certa", disse Jamey Kohake, broker da Paragon Investments, em Silver Lake, Kansas. Com isso, os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 5,3400 por bushel, alta de 15 centavos de dólar. No mercado paranaense, o preço médio da saca foi de R$ 26,60, variação diária de 0,61% , segundo o Deral.