Commodities Agrícolas

30/10/2008

Commodities Agrícolas


Os preços futuros do açúcar subiram ontem, atingindo a maior variação dos últimos quatro anos, impulsionados pela queda do dólar frente a outras moedas estrangeiras, o que torna a commodity mais atraente para compra. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a 12,94 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 92 centavos. Na bolsa de Londres, os contratos para março encerraram o dia a US$ 339 a tonelada, com elevação de US$ 20. Chuvas acima do normal sobre os canaviais do Centro-Sul na primeira quinzena de outubro prejudicaram a colheita na região, segundo a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). No mercado paulista, a saca de 50 quilos do produto fechou a R$ 31, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a queda é de 11,27%.

Oferta apertada. Os preços futuros do café fecharam em alta ontem, nas bolsas internacionais, puxados por perspectivas de oferta global apertada e dólar enfraquecido em relação a outras moedas estrangeiras, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para março fecharam o pregão a US$ 1,1710 a libra-peso, com aumento de 445 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para janeiro encerraram o dia a US$ 1.632 a tonelada, com elevação de US$ 42. Analistas de mercado prospectam uma colheita de 50 milhões de sacas de 60 quilos para o Brasil, abaixo dos 52,5 milhões estimados anteriormente. No mercado paulista, a saca fechou a R$ 254,16, com alta de 1,3%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a desvalorização do café atinge 13,6%.

Apetite renovado. Os preços futuros do cacau tiveram ontem a maior alta em quase quatro anos, como reflexo da queda do dólar, que elevou o apetite pelas commodities americanas. "Estamos acompanhando a movimentação do dólar. O cacau é mais uma commodity na cesta", disse à Bloomberg Daniel McNamara, vice-presidente do Transmar Commodity Group, de Nova Jersey. Segundo o analista Rohit Savant, do CPM Group, de Nova York, a desvalorização cambial detonou uma "reversão de curto prazo" para o cacau. Os contratos para entrega em março fecharam na bolsa de Nova York a US$ 2.152 por tonelada, alta de US$ 167. De acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau, o preço médio da arroba negociada em Itabuna e Ilhéus foi de R$ 72,33, frente aos R$ 69,66 do dia anterior.

Mercado abundante. Os contratos futuros de suco de laranja para janeiro fecharam a 81,60 centavos de dólar por libra-peso, queda de 145 pontos ontem de Nova York. É o quinto recuo consecutivo do produto na bolsa. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o movimento se deveu ao fato de a oferta global ter praticamente dobrado em relação ao mês de setembro, enquanto a demanda por laranja cai. "Há uma tonelada de laranja em todo lugar, mas ninguém quer", resumiu Joe Nikruto, broker sênior da RJO Futures, de Chicago. "Os fundamentos estão ruins". O preço da commodity já recuou 46% só neste ano. No mercado paulista, a caixa com 40,8 quilos da laranja para a indústria fechou a R$ 9,63, com variação de 0,10% nos últimos cinco dias, conforme o levantamento do Cepea/Esalq.