Estiagem gera racionamento em Itabuna

31/10/2008

Estiagem gera racionamento em Itabuna


Alean Rodrigues, da Sucursal Feira de Santana

A estiagem prolongada provocou racionamento de água em Itabuna. A falta de chuva reduziu a vazão do Rio Almada,  principal fonte de abastecimento do município, apresentando 40 cm abaixo do nível de atenção.

O presidente da Emasa, Isaías Lima, disse que a decisão se deve à queda pela metade da oferta de água na base de captação do Almada e Castelo Novo, o que gera situação de desabastecimento. “A captação do Almada foi reduzida de 550 para 300 litros por segundo”, informa.

Maria de Fátima Santos, moradora do bairro de Zizo, um dos mais castigados pela falta de água, desabafa: "Aqui o racionamento já acontece há muito tempo. Só temos água uma vez por semana. O abastecimento está péssimo. Todo mês a conta de água chega e temos que pagar pelo que não consumimos".

A condição, que tem caráter emergencial, é passível de agravamento, caso não ocorram chuvas que regularizem as fontes de captação. O fato é preocupante porque, segundo informações de Lima, os dados de satélite apontam que não há previsões de chuvas para os próximos dez dias. Daí a necessidade das medidas emergenciais para o racionamento.

A empresa também estuda a possibilidade de instalação de tanques em pontos críticos da cidade, garantindo o suprimento para consumo básico da população. "A questão do abastecimento será mais grave nas áreas mais elevadas e de relevo acidentado, que terão dificuldades maiores de bombeamento e conseqüentemente de abastecimento", esclareceu.

A dona-de-casa Edilsa Florença afirma que a água só aparece uma vez na semana. “Ela chega sempre por volta da meia-noite. Então tenho que ficar acordada, para encher reservatórios e balde e, às vezes, em menos de uma hora ela desaparece. Só retorna uma semana depois".