Commodities Agrícolas

03/11/2008

Commodities Agrícolas


A valorização do dólar frente a outras moedas estrangeiras pressionou os preços futuros do suco de laranja, sexta-feira, na bolsa de Nova York, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Os contratos para janeiro fecharam a 80,30 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 340 pontos. Os produtores de laranja da Flórida deverão colher 166 milhões de caixas de 40,8 quilos em 2008/09, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A colheita do segundo maior produtor mundial está no início. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja para as indústrias fechou a R$ 9,63, segundo o índice Cepea/Esalq. As indústrias esmagadoras não estão demonstrando forte interesse de compra pela fruta. Já os produtores resistem o quanto podem nas vendas.

Demanda em queda. Os preços futuros da soja recuaram na sexta-feira, ainda sob o impacto da crise financeira global. Os argumentos continuam focados na queda da demanda por grãos, ração animal e biocombustíveis como reflexo da desaceleração da economia global. Na bolsa de Chicago, os contratos para janeiro fecharam a US$ 9,33 o bushel, com baixa de 10 centavos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do grão fechou a R$ 44,28, segundo o índice Cepea/Esalq. No Brasil, a área plantada com soja na safra 2008/09 deverá ocupar 21,7 milhões de hectares, alta de 2% sobre 2007/08, segundo a consultoria Safras&Mercado. Líder de área e produção, o Mato Grosso deverá repetir o plantio de 5,6 milhões de hectares. A produção, porém, poderá recuar 5%, para 16,8 milhões de toneladas.

Crise financeira. Assim como a soja, os preços futuros do milho também caíram na sexta-feira, na bolsa de Chicago, como reflexo da menor demanda internacional por conta da desaceleração da economia. Os contratos para março encerraram a US$ 4,1925 o bushel, com recuo de 8,25 centavos. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 21,36, segundo o índice Cepea/BM&F. A comercialização do grão no mercado interno ficou praticamente parada nos últimos dias, por conta da queda de liquidez do sistema financeiro, devido a crise financeira mundial, segundo o Cepea. Os compradores continuam adquirindo da "mão para a boca" e os produtores estão restringindo a oferta. O fato de a União Européia ter restabelecido imposto para a importação de cereais poderá inibir as exportações brasileiras, segundo a Safras&Mercado.

Mercado turbulento. Os preços futuros do trigo fecharam em queda na sexta-feira, por conta da crise financeira global, assim como a soja e o trigo. O dólar valorizado frente ao euro também pressionou os preços, uma vez que reduz a demanda por commodities agrícolas, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os contratos para março fecharam a US$ 5,905 o bushel, queda de 1 centavo. Na bolsa de Chicago, os contratos para março encerraram o pregão a US$ 5,5675 o bushel, com recuo de 2 centavos. As exportações americanas de trigo recuaram 29% desde o dia 1º de junho até outubro, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 26,36, segundo o Deral.