Commodities Agrícolas
Os preços futuros do açúcar fecharam em alta ontem, na bolsa de Nova York, como reflexo da expectativa de oferta global apertada da commodity na safra 2008/09, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram o dia a 12,46 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 17 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para março fecharam a US$ 341,60 a tonelada, queda de US$ 0,60. A produção de açúcar deverá ser menor que a demanda global pela primeira vez desde a safra 2004/05, segundo a Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês). No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 30,87, recuo de 0,16%, segundo o índice Cepea/Esalq. As usinas deverão deixar 40 milhões de toneladas de cana em pé.
Demanda fraca. Os preços futuros do cacau fecharam com forte queda ontem, nas bolsas internacionais, pressionados pela valorização do dólar frente a outras moedas estrangeiras, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones. Com o dólar forte, a demanda pela amêndoa poderá recuar, afirmaram os mesmos analistas. Em Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1.992 a tonelada, com recuo de US$ 85. Na bolsa de Londres, os contratos para março encerraram o pregão a 1.301 libras esterlinas, com baixa de 30 libras. "O cacau é o luxo de todos os itens de luxos e [por conta da crise global] terá uma demanda menor", disse James Cordier, presidente da Liberty Trading. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau fechou a R$ 71,16, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Substituição de lavoura. Os preços futuros do algodão fecharam em alta ontem na bolsa de Nova York, impulsionados pela intenção dos produtores americanos de trocar a cultura por outras mais rentáveis, como soja e milho. Em Nova York, os contratos para março fecharam a 49,15 centavos de dólar por libra-peso, aumento de 62 pontos. No Brasil, a substituição de lavouras de algodão por grãos também poderá ocorrer, uma vez que os altos custos de produção estão preocupando os produtores do país, segundo o GBCA (Grupo Brasileiro de Consultores de Algodão). Os consultores do GBCA, formado por 14 membros, representam, atualmente, cerca de 60% do algodão plantado no Brasil. Em São Paulo, o algodão encerrou o dia a R$ 1,2141 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq.
Oferta em alta. Os preços futuros do trigo subiram ontem pela primeira vez em três pregões nos EUA, com especulações de que a demanda pelo cereal americano crescerá após a queda de 21% em outubro. Além disso, contribuiu para a alta a percepção de que o tempo mais seco no hemisfério Sul prejudicará a produção. Os contratos negociados na bolsa de Chicago para entrega em março fecharam a US$ 5,8250 por bushel, com alta de 25,75 centavos de dólar. "Se você é comprador, pode se dar ao luxo de sentar para ver como as coisas deverão caminhar", disse Jacquie Voeks, gerente de risco da consultoria Stewart-Peterson, de West Bend, em Wisconsin. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do trigo registrou média de preço de R$ 26,29, com queda de 0,27%, segundo o Deral.