Adab proíbe a entrada de palma forrageira sem certificação no estado

15/12/2008

Adab proíbe a entrada de palma forrageira sem certificação no estado

 

Devido à fácil disseminação da cochonilha do carmim, principal praga que acomete a cultura de palma forrageira, e com o intuito de manter as plantações das cactáceas estabelecidas no território baiano livre da doença, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, proibiu, por tempo indeterminado, a entrada, trânsito e o comércio de plantas oriundas de estados em que a presença da praga já foi constatada, a exemplo de Pernambuco, Paraíba e Ceará. O decreto, divulgado na última sexta (12), é fundamentado na lei 7439/99 de controle fitossanitário.

Seguindo o regulamento de defesa sanitária vegetal da Adab, que estabelece o combate às doenças e pragas de vegetais, só será permitida a entrada de palmas no estado quando as mesmas estiverem acompanhadas do Certificado Fitossanitário de Origem (CFO), atestando que as mesmas vêm de áreas livres, e da Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV), embasados no CFO.

De acordo com o diretor geral da Adab, Cássio Peixoto, a fiscalização será intensificada com barreiras fixas e móveis para bloquear possíveis vetores que possam introduzir a praga na Bahia. Em caso de apreensão, o material será sumariamente destruído. “A palma forrageira tem grande importância sócio-econômica para os agricultores familiares do semi-árido da Bahia. Eles utilizam a palma como alimento do rebanho e até mesmo como consumo próprio. Sendo assim, torna-se necessário realizarmos um intenso trabalho de combate a praga que uma vez instalada na planta, pode ocasionar perda de 100% da produção” concluiu Peixoto.

Palma na alimentação humana

Em todo Nordeste do país a palma forrageira é utilizada costumeiramente como fonte de alimentação de animais nos longos períodos de estiagem do Semi-árido. Apesar de ter seu potencial ainda pouco explorado, é conhecida mundialmente como fonte de energia, na fabricação de medicamentos, cosméticos e corantes, bem como na alimentação humana.

Agricultores familiares do Semi-árido baiano costumam utilizar a planta para consumo próprio. Irecê, Brumado, Jacobina, Rui Barbosa e Chapada Diamantina são regiões que consomem a palma na alimentação. As partes mais utilizadas para alimentação humana são o broto e a fruta da palma. A planta é fonte de nutrientes como cálcio, ferro, vitaminas A e B e do ponto de vista nutricional é semelhante ao espinafre.

A região semi-árida ocupa 360 mil quilômetros quadrados, o que corresponde a 64% do território baiano, sendo composta por 258 municípios, onde residem 48% da população estadual, totalizando cerca de 6,3 milhões de habitantes, onde a grande maioria utiliza a palma como fonte de renda.

Ascom Adab - 15/12/08
Welder Shane
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