Este é mais um esforço do Governo do Estado, através da SECTI em desenvolver a região do Semiárido que tem a cultura do Sisal como principal fonte de renda de cerca de 700 mil pessoas, em mais de 260 mil hectares de plantações. O Secretário da SECTI, Paulo Câmera, em sua apresentação destacou a importância da pesquisa para aumentar as possibilidades da utilização do Sisal. “Precisamos avançar ainda mais na pesquisa do Sisal, e não esquecer de aproveitar além da fibra, mucilagem e o suco. Estamos trabalhando neste sentido. Já financiamos, através da Fapesb, 44 pesquisas em torno deste assunto, a ideia agora é apoiar o CIMATEC na finalização de mais uma pesquisa, que inclui a fibra do sisal em matriz de polipropileno. Alguns testes já estão em fase de aplicação para uso na formulação de móveis, artefatos como painéis para a indústria automotiva, peças para aparelhos eletrodomésticos, contêineres e outros.
O senador Walter Pinheiro que também participou da reunião, enfatizou o interesse de que as empresas como esta venham se instalar na Bahia, desde que gerem desenvolvimento local. “Eu enxergo o desenvolvimento como uma mão dupla, a empresa se beneficia do pacote de incentivos do estado e os baianos se beneficiam com os empregos e conhecimentos gerados pela produção em escala, atrelados à pesquisa e inovação”, afirmou o senador.
Participaram ainda desta reunião os prefeitos de Valente, Ubaldino Amaral de Oliveira e de Santa Luz, Joselito Carneiro, o diretor executivo da Associação de Desenvolvimento Sustentável Solidário da Região Sisaleira (APAEB), Ismael Ferreira, além assessores da SICM e SECT. A próxima etapa para concretização desta iniciativa é uma reunião técnica entre os engenheiros da Petrofisa, técnicos do CIMATEC e SECTI para aprofundamento do tema.