SECTI avalia proposta de criação da Academia Baiana de Ciências

01/06/2015
“Isso [a ideia de criar uma academia de ciências] me apaixonou muito desde aquele tempo de reitorado da Universidade Federal da Bahia (Ufba), quando você me conheceu. Ciência e tecnologia são fatores de inclusão social, e não só digital. Veja o exemplo das nossas urnas eletrônicas, ou da massificação do uso do soro caseiro, que é um produto de base científica rigorosa”, explicou Roberto Santos ao secretário. Do alto dos seus 83 anos de longa experiência, ele rememorou fatos antigos de sua vida acadêmica e política, e presenteou o secretário com dois de seus livros, Na Bahia das últimas décadas do século XX e Vidas paralelas.

O professor Edivaldo Boaventura destacou o trabalho de pesquisa que vem sendo desenvolvido com afinco pelas universidades estaduais. “É preciso dar grande atenção aos setores científicos das universidades estaduais, que têm muito potencial e têm feito um trabalho digno de nota”, declarou, acrescentando que recentemente esteve nos municípios de Juazeiro e Senhor do Bonfim, onde a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) mantém campi. Boaventura também destacou a importância da indicação de Ramos para a SECTI pelo seu perfil acadêmico. “A Secretaria está em posição estratégica para promover grande impacto social”, disse.

O secretário Eduardo Ramos aproveitou para convidar os dois intelectuais para participar de um conselho consultivo que pretende criar, reunindo os mais importantes nomes do universo acadêmico. “Conto com as suas valiosas colaborações para elaborar essa relação e implementar o conselho”, afirmou o secretário, que pretende ainda realizar a próxima edição do Consecti na Bahia.