O volume retrata a estratégia do Governo da Bahia de apostar em inovação e pesquisa como instrumentos para o desenvolvimento socioeconômico. As ações buscam reforçar o sistema que integra poder público, academia e iniciativa privada. Esta tríplice hélice impulsiona a atitude inovadora e contribui a geração de empregos de maior valor agregado na medida em que permite a fixação de empresas e centros de pesquisa que buscam profissionais com maior grau de qualificação. São diversas formas de proporcionar este impulso, como o Inovatec, programa que oferece R$ 15 milhões ao ano para compra de equipamentos usados em pesquisa, a implantação do Parque Tecnológico, o investimento em popularização das ciências e o desenvolvimento de ações que contemplem a melhoria da qualidade de vida do interior do estado.
E a Bahia tem grande responsabilidade quando se fala em ciência e tecnologia. A primeira pasta voltada para este fim foi criada aqui no estado, há pouco mais de 40 anos, pelo então governador Luís Vianna. Em 1969, a pasta foi comandada pelo físico José Walter Bautista Vidal, hoje, com 75 anos. Na época, ele aceitou o desafio de gerir um projeto voltado a planejar, estimular, orientar, coordenar e regular as atividades científicas e tecnológicas de modo a contribuir substancialmente para acelerar o desenvolvimento socioeconômico da Bahia, além de promover a adaptação de conhecimentos científicos e tecnológicos provenientes de outros Estados ou países. Este visionário depois se tornaria o idealizador do pró-alcool e ainda hoje defende, veementemente, a aposta na biomassa como alternativa energética para o país continental onde em se plantando tudo dá. Hoje, a Secti prioriza ações que tenham, além dos resultados mais imediatos, a capacidade de abrir um horizonte infinito de possibilidades a partir do incentivo, da promoção, da popularização e da formação em ciência, tecnologia e inovação. Desta forma, ciência, tecnologia e inovação se tornam instrumentos para melhorar a vida dos baianos.