28/05/2015
Uma contribuição significativa para os estudos de Darwin foi dada pela sua passagem pela América do Sul, incluindo a cidade de Salvador. Ao chegar aos trópicos, o entusiasmo de Darwin foi tão grande que, em seus diários, ao descrever a primeira visão que teve da Baía de Todos os Santos, no ano de 1832, ele a caracterizou como “algo tão magnífico que seria difícil de imaginar”. “A partir do que encontrou nos países sul-americanos, Darwin pôde reforçar suas idéias sobre evolucionismo e fundamentar sua teoria”, explica Peter Bowler, pesquisador da Queen’s University, de Belfast (Irlanda do Norte), referência mundial na área de história da biologia, que proferiu a primeira palestra do simpósio.
Ainda segundo Bowler, a teoria darwinista foi recebida com muito espanto na época. “Darwin afirmava que a evolução é ramificada, acontece em várias direções, e não de maneira pré-determinada, como as religiões européias pregavam”. Além do conflito com a ideologia religiosa vigente, os estudos de Charles Darwin iam na contramão do pensamento da maioria dos naturalistas europeus do século XIX, que eram racistas. “Darwin era contra as teorias usadas como justificativa para que homens brancos escravizassem negros e índios”, explica Bowler.
Mistura de raças – “Eles ficavam horrorizados”, afirmou o historiador da ciência Juanma Arteaga, em sua palestra, quanto à reação que os diversos naturalistas que visitaram a América do Sul no século XIX tiveram a respeito da mistura de raças. “Eles acreditavam que os brancos eram o topo da cadeia evolutiva e, por isso, podiam exterminar os demais povos”, disse o pesquisador, lembrando que esse tipo de teoria classificada como “racismo científico” serviu como base para as intervenções dos nazistas alemães na Europa na primeira metade do século XX.
Outras três palestras foram apresentadas durante o simpósio: “Ciência e Evolucionismo”, do geneticista José Mariano Amabis (USP); “O que dizem os fósseis aos jovens que vivem em jazigos fossilíferos?”, do professor de biologia e história da biologia Nélio Bizzo (USP); e “Evolução como parte do conhecimento escolar: Situação atual e perspectivas”, da pesquisadora da área de ensino da evolução Claudia Sepúlveda (UEFS). Essas palestras foram exibidas, via teleconferência, para escolas do interior da Bahia e de cidades do Paraná, São Paulo e Sergipe.
Anos Darwin na Bahia acontecem com apoio do Governo – Os Anos Darwin na Bahia 2008-2009 estão sendo realizados com o apoio do Programa de Popularização da Ciência Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), órgão vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).
Ainda segundo Bowler, a teoria darwinista foi recebida com muito espanto na época. “Darwin afirmava que a evolução é ramificada, acontece em várias direções, e não de maneira pré-determinada, como as religiões européias pregavam”. Além do conflito com a ideologia religiosa vigente, os estudos de Charles Darwin iam na contramão do pensamento da maioria dos naturalistas europeus do século XIX, que eram racistas. “Darwin era contra as teorias usadas como justificativa para que homens brancos escravizassem negros e índios”, explica Bowler.
Mistura de raças – “Eles ficavam horrorizados”, afirmou o historiador da ciência Juanma Arteaga, em sua palestra, quanto à reação que os diversos naturalistas que visitaram a América do Sul no século XIX tiveram a respeito da mistura de raças. “Eles acreditavam que os brancos eram o topo da cadeia evolutiva e, por isso, podiam exterminar os demais povos”, disse o pesquisador, lembrando que esse tipo de teoria classificada como “racismo científico” serviu como base para as intervenções dos nazistas alemães na Europa na primeira metade do século XX.
Outras três palestras foram apresentadas durante o simpósio: “Ciência e Evolucionismo”, do geneticista José Mariano Amabis (USP); “O que dizem os fósseis aos jovens que vivem em jazigos fossilíferos?”, do professor de biologia e história da biologia Nélio Bizzo (USP); e “Evolução como parte do conhecimento escolar: Situação atual e perspectivas”, da pesquisadora da área de ensino da evolução Claudia Sepúlveda (UEFS). Essas palestras foram exibidas, via teleconferência, para escolas do interior da Bahia e de cidades do Paraná, São Paulo e Sergipe.
Anos Darwin na Bahia acontecem com apoio do Governo – Os Anos Darwin na Bahia 2008-2009 estão sendo realizados com o apoio do Programa de Popularização da Ciência Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), órgão vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).