Encontro promove aproximação entre pesquisadores e empresários

28/05/2015
Esses encontros têm como objetivo favorecer a criação de uma nova abordagem sobre o empreendedorismo na Bahia, que preveja o trabalho conjunto entre representantes da Academia e do Setor produtivo. “Nossa idéia é estimular os pesquisadores baianos a participarem de projetos em cooperação com as empresas, como prevê a Lei Federal de Inovação”, explica Elias Ramos de Souza, diretor de Inovação da Fapesb, que disse, ainda, que até o fim do ano, será lançado um programa de apoio ao pesquisador empreendedor.

Atualmente, a Fapesb tem duas iniciativas abertas com foco na inovação tecnológica. Uma delas é o Programa Juro Zero, que dispõe de R$ 17 milhões para apoiar projetos de micro e pequenas empresas baianas, no valor de R$ 100 mil a R$ 900 mil, e recebe propostas até junho de 2009. Também está aberto para inscrições, o Concurso de Idéias Inovadoras, que vai conceder R$ 53 mil para projetos inscritos até o dia 16 de outubro por alunos de cursos de graduação, mestrado e doutorado, além de inventores livres.

Pesquisa a serviço da sociedade – Para o coordenador do programa de pós-graduação em Física da UFBA, Antônio Ferreira, os cientistas brasileiros estão, aos poucos, entendendo a importância de pesquisar em parceria com as empresas. “Esse trabalho conjunto é uma forma de mostrarmos, de maneira prática, como a pesquisa científica e tecnológica pode contribuir para a sociedade, além de ser mais uma opção de inserção no mercado de trabalho para os pesquisadores que formamos nas universidades”, afirma o professor.

No Laboratório de Propriedades Óticas do Instituto de Física da UFBA, coordenado por Ferreira, os projetos desenvolvidos na área de energia solar têm grandes chances de entrar no mercado a partir da parceria com alguma empresa. “Atualmente, estamos testando qual o material mais eficiente para ser usado em painéis que captam a energia solar e a convertem em energia elétrica e térmica, que é muito útil em estufas, por exemplo”, explica Ferreira. Ainda segundo o professor, criar a cultura da pesquisa científica e tecnológica em parceria com o setor produtivo é uma maneira de atrair novas empresas para o estado, pois “os empresários vão perceber que temos recursos humanos especializados com perfil adequado para atuar em seus empreendimentos”, finaliza.