Empresa desenvolve pele artificial para auxiliar estudantes de saúde

21/09/2015
Para um estudante de medicina, a prática da sutura é uma constância no decorrer do seu curso. Pedaços de pano e línguas de boi são utilizados para a formação de profissionais de saúde. Pensando nisso, pesquisadores desenvolveram a SutureSkin, uma pele artificial para simulação de sutura, que possui camadas de pele, gordura e músculo e pode ser usada inúmeras vezes.

A ideia surgiu a partir das dificuldades observadas por Daniel Boczar, estudante do 6º ano de medicina e presidente da Associação Brasileira das Ligas de Cirurgia Plástica (ABLCP). Boczar percebeu o quanto era precário os materiais que os estudantes de saúde dispunham para aprender e praticar sutura ao idealizar serviços de aulas particulares de sutura.  

O produto foi criado em 2014, após um ano de testes de diversos materiais, até finalmente encontrar o ideal para confeccionar a pele artificial, que contou com a ajuda do sócio Flávio Cardial. A pele é composta por um material feito de polímero industrial importado 100% atóxico. “Ela é muito próxima à pele humana. É portátil, pode ser utilizada em qualquer lugar, sem a necessidade de equipamentos de proteção como máscaras, luvas, capas. Acessível para fins acadêmicos”, afirmou Daniel Boczar.

Atualmente, o produto pode ser adquirido na loja virtual SutureSkin. No site da empresa é possível encontrar os principais distribuidores alocados nos estados brasileiros. O valor de venda sugerido ao cliente final é de R$139,90 e inclui um manual completo de pontos cirúrgicos.