Reunião desta sexta-feira (1º) marcou a transição para a etapa final de consolidação das propostas da 5ª Conferência Estadual de CT&I
Com a tarefa de transformar as propostas da 5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação em diretrizes concretas para a Bahia, o Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Conciteci), vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), instalou cinco câmaras técnicas. Nesta sexta-feira (1º), o Conciteci se reuniu para receber o relatório final das quatro câmaras temáticas, que vão subsidiar a construção da nova política pública para o setor. O encontro também permitiu que os coordenadores comentassem e contribuíssem com os trabalhos uns dos outros antes do início da etapa de consolidação final.
As cinco câmaras técnicas abordaram temas estratégicos para o fortalecimento da política de CT&I na Bahia. Entre os focos discutidos estão a recuperação e articulação do ecossistema estadual, a reindustrialização com base em inovação, a integração da ciência às políticas públicas e o papel da CT&I na redução das desigualdades. As contribuições agora seguem para a Câmara Técnica 5, responsável por organizar os conteúdos em um documento-síntese. Coordenada pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, André Joazeiro, essa câmara reunirá os coordenadores das quatro anteriores, encerrando o processo coletivo de elaboração de propostas para fortalecer o ecossistema estadual de CT&I.
Para Jorge Khoury, superintendente do Sebrae na Bahia, a participação do Sebrae no debate sobre CT&I é essencial para ampliar o acesso à informação e às oportunidades para micro e pequenas empresas. “As discussões acerca do tema são fundamentais para que haja um conhecimento maior sobre a importância do segmento de CT&I. Nós, que estamos no Sebrae, que atua junto à micro e pequena empresa, independentemente do segmento, consideramos isso importantíssimo, porque, muitas vezes, o grande tem mais condições de se autoavaliar e de buscar informação. Faz parte do nosso trabalho dar à micro e pequena empresa as informações necessárias para que possamos alcançá-las de uma maneira bastante clara, convincente, de que a inovação, a tecnologia e também a questão ambiental são para os pequenos também”, afirma.
A reitora da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Amali Mussi, destaca a riqueza das trocas promovidas no âmbito do Conselho e o impacto das discussões na consolidação da nova política. “Os resultados dessas discussões vão ser fundamentais porque vão consolidar a Política de CT&I da Bahia. Então, está sendo um momento de trocas, de socialização de saberes, aprendizagem, fortalecimento das parcerias. O Conselho coloca diferentes atores, de diferentes áreas, com diferentes olhares. Você vai costurando, vai interligando os saberes, vai interligando o olhar e você aprende demais. O que eu tenho aprendido nesse Conselho é uma oportunidade única. A diversidade, a convivência com as diferenças de perspectivas, de olhares, só gera crescimento”.
Isabel Sartori, superintendente de Desenvolvimento Científico da Secti, explica o caminho percorrido até o momento e projeta o avanço da construção coletiva da política. “A construção da política de CT&I no estado é um movimento bem amplo, que partiu de uma conferência, onde a sociedade foi escutada para que levasse proposições representando todos os meios. Essas escutas foram sintetizadas em um relatório e, após aprovação no Conselho, ele passou por uma análise dos conselheiros através das câmaras técnicas, por eixo. Hoje, os conselheiros fizeram a apresentação dessa análise técnica e trouxeram novas proposições. Hoje damos mais um passo para que a gente chegue a uma política representativa, que contemple o desenvolvimento socioeconômico interiorizado do estado, com o auxílio fundamentado da CT&I”.