Startups e estudantes baianos mostram como inovação e criatividade geram impacto social
Ideias inovadoras que unem criatividade, tecnologia e impacto social deram o tom do Bahia Tech Experience (BTX), organizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) em parceria com o Sebrae Bahia. Durante três dias, o evento se consolidou como um grande ponto de encontro do ecossistema de inovação baiano, reunindo startups, empreendedores, pesquisadores e estudantes da rede pública de ensino. No espaço das exposições, projetos com potencial de mercado foram apresentados ao público, mostrando soluções capazes de transformar o dia a dia de milhares de pessoas.
Um dos negócios em destaque foi a Puba, já incubada no Parque Tecnológico da Bahia. Fundada pelas pesquisadoras Acsa Magalhães e Taris Macedo, a startup tem como foco a bioindústria.“Em 2023 éramos muito mais cientistas do que empreendedoras. Não tínhamos patente, produção nem vendas, estávamos começando e buscando editais. Hoje, já captamos mais de um milhão em fomentos, com apoio do governo e da Fapesb, crescemos a equipe, entramos também na área de agro e estamos em plena fase de tração. O Parque Tecnológico foi um divisor de águas para a nossa visão e aceleração do negócio. E tudo isso sem colocar nenhum recurso próprio, apenas com editais e programas de aceleração que foram fundamentais para o nosso crescimento. Estar no BTX é uma vitrine, um espaço de conexões que aproxima investidores, abre rodadas de negócios e nos dá visibilidade”, afirma Acsa.
Para Flávio Cardozo, fundador da ÓiaFia ao lado de Carolina Heleno, startup que atua com coleta seletiva, logística reversa e reciclagem de azeite de dendê, o BTX representa um espaço estratégico de conexões e crescimento. “Estar no BTX é muito importante para acompanhar o que está acontecendo no mercado, se conectar com outros negócios e construir novas relações. A grande diferença de 2023 para cá foi a infraestrutura, a organização e o número de startups, que cresceram muito e tornaram o evento ainda mais dinâmico. Nesse período, nossa startup também evoluiu: saímos da fase de validação de processos e hoje estamos estruturados, com foco em resultados, números e projeções para levar o negócio de fato ao mercado”.
Projetos inovadores de estudantes da rede pública
Um dos diferenciais do BTX é a presença de 12 projetos desenvolvidos por estudantes das escolas públicas da Bahia. Keisla, uma das criadoras do biocombustível produzido a partir do tamarindo, destaca a importância de estar próxima ao ecossistema de inovação. “Para nós, que ainda estamos na escola e na rede estadual profissionalizante, é uma oportunidade única apresentar nosso projeto e conviver com tantas startups. Sentimos muita gratidão por poder levar nosso produto adiante e sonhar com um alcance global. Já conversamos com outros empreendedores e investidores e agora avaliamos parcerias para futuramente comercializar o produto”.
A orientadora do projeto, Pachiele da Silva, ressalta a importância das estudantes estarem presentes em eventos como o BTX. “Estar em um evento como este é uma oportunidade incrível para as meninas perceberem o valor do trabalho delas. Não é apenas algo escolar, mas um projeto inovador que pode ultrapassar os muros da escola e se tornar uma startup, levando soluções ao mercado. O acompanhamento e a orientação oferecidos por especialistas do evento foram fundamentais para que entendessem a proteção da ideia, questões de patente, o mercado e os concorrentes. A visão delas mudou completamente, e só temos a agradecer à Secti e ao Sebrae por mostrar que esse trabalho é, antes de tudo, uma iniciativa de mercado”.