Jovens cientistas de Serrinha criam bebedouro sustentável para gatos

Publicado: 26/10/2026
Foto: Milena Monteiro/Ascom Secti
Foto: Milena Monteiro/Ascom Secti

Protótipo de baixo custo busca estimular a hidratação dos felinos e beneficiar ONGs da região

O uso de bebedouros com água corrente é uma alternativa para estimular a hidratação dos gatos. Segundo o Cornell Feline Health Center, alguns felinos podem aumentar o consumo de água quando têm acesso a fontes com circulação contínua. Inspirados nesse comportamento, os estudantes Murilo Oliveira, Edwarda Araújo, Enzo Gabriel e Robson Bezerra, do Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Sisal, em Serrinha, sob a orientação do professor Thales Nascimento, desenvolveram um bebedouro sustentável de baixo custo, feito com materiais reaproveitados, para beneficiar abrigos de animais da região.

A iniciativa nasceu da convivência com os gatos acolhidos pela comunidade escolar. “Aqui no colégio, o pessoal cuida dos gatos que são abandonados na rua. Percebemos que, quando damos água para eles em um pote, eles não bebem, mas, quando ligamos a torneira ou a mangueira, eles bebem. Daí surgiu a ideia de fazer um bebedouro sustentável que, além de utilizar materiais reaproveitados, ajudasse a cuidar dos gatos e a prevenir doenças crônicas na bexiga”, explicou Enzo Gabriel.

Foto: Milena Monteiro/Ascom Secti

O equipamento foi desenvolvido com materiais recicláveis e uma bomba de aquário. A água circula pelo sistema, passa por um filtro composto por gaze e carvão ativado e retorna ao reservatório. “A gente usou uma garrafa de suplemento, daquelas de academia, cano e bomba de aquário. Quando a água está suja, ela passa pelo cano e segue para o filtro. Depois de filtrada, volta para a parte de baixo do recipiente e sobe novamente, mantendo a água em movimento contínuo. Essa garrafa tem capacidade para um litro de água e pode atender de 25 a 30 gatos”, afirmou Edwarda Araújo.

O protótipo também foi testado em uma ONG mantida pelo orientador, com o objetivo de observar a reação dos animais ao equipamento. “O professor fez um teste na ONG. Ele colocou os gatos perto do bebedouro e, dos 30, 25 foram por vontade própria até o equipamento. Isso significa que 83,3% dos gatos se aproximaram espontaneamente. O comportamento observado sugere uma boa aceitação do sistema pelos felinos”.

Enzo ressaltou que a proposta é aprimorar o equipamento e distribuí-lo a organizações de proteção animal da região. “O protótipo pode ser produzido por aproximadamente R$ 24,10, valor significativamente inferior ao de fontes comerciais para gatos disponíveis no mercado. Nossa intenção é distribuí-lo às ONGs, já que os resultados dos testes indicam que ele tem potencial para estimular a hidratação dos felinos”.

Bahia Faz Ciência

Lançada pela Secti no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, em 8 de julho de 2019, a série de reportagens Bahia Faz Ciência apresenta como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação que contribuem para melhorar a qualidade de vida da população em áreas como saúde, educação e segurança. As matérias são divulgadas semanalmente, às segundas-feiras, para a mídia baiana e ficam disponíveis no site e nas redes sociais da Secretaria. Sugestões de pauta podem ser enviadas para ascom@secti.ba.gov.br.