28/05/2015
Projetos que têm como objetivo criar um ambiente de geração de inovações e estímulo ao empreendedorismo e à transferências de conhecimento e tecnologia.
Parques Tecnológicos são áreas que congregam empresas e centros de pesquisa intensivos em tecnologia. Quando se instala em uma cidade, o empreendimento extrapola seu espaço físico e passa a reunir outras iniciativas do entorno que tenham a mesma finalidade das instituições compreendidas no projeto. O complexo estimula o desenvolvimento da região por atrair outras empresas e unidades que passam a formar uma cadeia produtiva que gera empregos de alto valor agregado e desenvolve produtos e serviços que atendem à comunidade onde estão inseridas. Em todos os lugares do mundo onde foram instalados, os parques tecnológicos determinaram mudanças significativas no perfil regional.
O Parque Tecnológico de Salvador vai dar novos contornos à economia do Estado, numa transformação equiparada àquelas ocorridas com o Polo Industrial de Camaçari, na década de 70, ou com a Refinaria Landulpho Alves, na década 50. Só que com o grande diferencial de agregar os valores do desenvolvimento sustentável e da pesquisa científica, gerando empregos para profissionais qualificados com salários acima da média atual do mercado e trazendo novos produtos e serviços para a comunidade.
Um projeto desta magnitude é gestado em partes, já que tem uma implantação complexa que vai permitir o desenvolvimento e consolidação do sistema estadual de inovação. Em todos os lugares do mundo onde foram instalados parques tecnológicos, houve um salto considerável na produção de riquezas e no desenvolvimento social, se tornando um divisor de águas. Para que o projeto da Bahia seja implantado de forma sólida, foram necessários estudos e avaliações que apontassem para as melhores condições ao equipamento.
O conceito do Parque Tecnológico de Salvador
O Parque Tecnológico de Salvador vai abrigar um consórcio de pesquisas universitárias, incubadoras e empresas de base tecnológica. O empreendimento será também um centro de convergência do sistema estadual de Inovação na Bahia, nas esferas pública, acadêmica e empresarial. Ele está sendo concebido em três eixos ou vias:
via inovação (como instrumento de atração de empresas)
via tecnologia (esfera institucional de suporte à interação entre universidades e empresas)
via ciência (estratégia de fortalecimento da produção científica local)
As três áreas escolhidas como prioritárias estão no foco de quase todos os parques tecnológicos do mundo, mas cada lugar prioriza as subáreas nas quais tenha mais potencial:
Biotecnologia e Saúde
Energia e Ambiente
Tecnologia da Informação e da Comunicação
A gestão do Parque Tecnológico de Salvador seguirá o modelo predominante no Brasil, por meio de uma organização social (OS), com representação dos três segmentos: governo, empresariado e academia.
Situação atual
Concebido para criar, atrair e desenvolver empresas e projetos criativos e inovadores o Parque Tecnológico de Salvador está com seu sistema viário público – resultado de um investimento de R$ 11,6 milhões – em fase de conclusão. O sistema foi bem planejado e terá grande parte do piso intertravado para evitar inundação na área em caso de chuva e tubulações.
O primeiro prédio do complexo já está sendo erguido. O Parque está sendo construído em uma área de 580 mil metros quadrados, para esta fase. Somente o TecnoCentro demandará uma investimento de R$ 40 milhões. Há uma maquete do empreendimento na sede da SECTI, responsável pela execução da obra, no Edifício Suarez, na Av. Tancredo Neves, em Salvador.
Até agora, já foram captados recursos em três oportunidades com o Ministério da Ciência e Tecnologia, somando um total de R$ 45,42 milhões. Além da finalização da infraestrutura e do andamento acelerado das obras do TecnoCentro, a SECTI se prepara para licitar outros equipamentos que farão parte do complexo.
Estão em fase avançada de negociação as instalações de empresas e instituições de ensino, como Portugal Telecom Inovação, Ifba, Ufba, Unifacs e Instituto do Recôncavo. Outras empresas, inclusive de fora da país, já demonstraram interesse em instalar unidades no Parque Tecnológico e estão sendo preparados protocolos de intenção neste sentido.
Foco ambiental é destaque
Um equipamento que tem como proposta se tornar modelo de desenvolvimento não poderia passar ao largo de, na prática, ser um exemplo de como um grande projeto pode auxiliar na preservação do meio ambiente. A Avenida Paralela é hoje o principal vetor de crescimento de Salvador e surge com força a discussão de como não perder um dos maiores bolsões verdes da capital. Neste sentido, o Parque Tecnológico foi submetido a um grau de exigência muito superior a qualquer outro projeto em andamento na região, ou mesmo em outras partes do Estado.
Foi estabelecido um processo de resgate da fauna e flora originais, com o plantio de mudas de espécies nativas que não existem mais no local. A ação de madeireiros clandestinos e caçadores tem sido inibida, e armadilhas para animais foram banidas da área, ao lado de um processo educativo.
A implantação do Parque Tecnológico vai manter preservada grande parte da área verde do loteamento. Com forte apelo ambiental, o projeto foi cuidadosamente pensado dentro de um conceito de desenvolvimento sustentável. Para se ter idéia, o sistema viário terá piso intertravado, que permite uma maior permeabilidade e maior aderência em relação ao asfalto, além de ser ecologicamente mais recomendado por reduzir a quantidade de resíduos, possibilitando que o solo absorva uma maior parte das águas das chuvas. Já rede de energia elétrica terá postes de madeira de reflorestamento.
A rede de telecomunicações contará com fibras óticas, permitindo alta velocidade de transferência de dados, além da rede tradicional metálica de comunicação, esta a partir de cabos subterrâneos.
Um Plano Diretor vai recomendar às empresas que se instalarem no Parque metas de sustentabilidade. O uso de alternativas vai ser incentivado, mas a forma como isso será feito ainda está em discussão. Provavelmente, as empresas vão receber bônus pelo grau de sustentabilidade, que podem ser em descontos no valor do terreno, por exemplo.
Desenvolvimento
O estímulo para que os jovens escolham carreiras tecnológicas também tem lugar de destaque nesta fase do Parque. Para se ter uma idéia, na Coréia do Sul, país que vem se desenvolvendo rapidamente, 55% da população tem acesso a cursos de nível superior e 65% deles, o que representa 36% da população total, estão em cursos técnico-científicos. No Brasil, apenas 11% da população ingressa em uma instituição de ensino superior, e, destes, 10% escolhem carreiras de ciência e tecnologia – apenas 1,1% do total de brasileiros. Se esse quadro não for mudado, há o grande risco de faltar mão-de-obra para o setor, além de criar sérios entraves ao processo de desenvolvimento nacional.
Breve histórico
Os primeiros passos para que a Bahia tivesse um Parque Tecnológico foram dados em 2002, com a realização de um estudo para apontar soluções que dinamizassem a economia de Salvador. Com a recriação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2003, começaram as discussões para a implantação do Parque Tecnológico, sendo que o levantamento para apontar a área ideal para o empreendimento foi iniciado em 2004. Depois de uma emenda suprapartidária da bancada baiana, o projeto começou a ser elaborado com a articulação dos governos federal, estadual e municipal – todos de correntes políticas concorrentes. A decisão para que o terreno fosse doado foi tomada pelo município em 2006, mas aprovada pela Câmara Municipal em outubro de 2007. Em 2008, foram iniciadas as obras de infraestrutura e, em 2009, o TecnoCentro começou a ser erguido. Em 2010, as duas estruturas serão entregues e serão licitadas novas fases da unidade.
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O Cidadania Digital é o programa de inclusão sociodigital da Bahia, estratégico para garantir o acesso às tecnologias da informação e da comunicação através de uma rede de computadores conectados à internet banda larga. Vencedor de importantes prêmios nacionais e regionais, o programa está presente em toda a Bahia e é reconhecido como a maior iniciativa pública estadual do país para a inclusão digital.
Atualmente, o Programa Cidadania Digital possui uma rede com mais de 1.000 Centros Digitais de Cidadania (CDCs) em todos os municípios baianos, que proporcionam 20 mil acessos diários.
Cada CDC é composto por:
um servidor
10 computadores com diversos softwares
Internet banda larga
uma impressora
Os CDCs utilizam softwares livres desenvolvidos especificamente para atender às necessidades dos usuários. Qualquer cidadão pode utilizar os CDCs, que são implantados em parceria com instituições públicas ou organizações da sociedade civil organizada.
Há Centros Digitais de Cidadania em operação em espaços diversos, como:
centros comunitários
escolas
igrejas católicas e protestantes
comunidades afrodescendentes
aldeias indígenas
comunidades quilombolas
centros de ressocialização de jovens
Cursos de capacitação e outras atividades são desenvolvidas em parceria com as comunidades para potencializar os benefícios trazidos pela tecnologia da informação. Os CDCs permitem ainda a emissão de documentos pessoais e se tornam ponto da Ouvidoria do Estado, além de outros serviços públicos on-line.
O trabalho realizado nos CDCs potencializa a capacidade criativa dos usuários, contribui para a realização das atividades escolares, ajudando a melhorar o aprendizado dos estudantes e favorece a difusão do conhecimento, através da realização de cursos e oficinas.
O principal público beneficiado pelo Programa de Inclusão Sociodigital é de baixa renda. Dados do Sistema de Cadastro do Cidadão apontam que quase 90% dos usuários do Programa têm renda familiar de até dois salários mínimos, o que confirma seu impacto social.
O sistema de cadastro também revela que os jovens são o público prioritário do Cidadania Digital: 67% dos usuários têm até 21 anos de idade e 93% do público freqüenta escola pública.
Centro de Recondicionamento de Computadores
Ligado ao programa Cidadania Digital, o primeiro Centro de Recondicionamento de Computadores do Nordeste está instalado em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A unidade integra o Projeto Computadores para a Inclusão – Projeto CI, resultante de uma parceria entre a União, através do Ministério do Planejamento, e do Governo da Bahia, por intermédio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação. O CRC/Bahia é um espaço físico onde equipamentos usados recebidos através de doações são recondicionados por jovens que participam de formação profissionalizante.
O benefício ocorre em três linhas principais:
ganhos ambientais, ao reduzir o volume do lixo tecnológico em aterros e outros pontos de descarte
ganhos sociais, com a qualificação profissional dos jovens participantes
inclusão digital, com a distribuição dos equipamentos para que sirvam à comunidade.
Uma vez preparados para uso, os computadores são reencaminhados em plena condição para telecentros comunitários, bibliotecas, escolas públicas e projetos sociais aprovados e cadastrados pela Coordenação Nacional.
A unidade baiana conta ainda com a parceria da prefeitura de Lauro de Freitas que, por meio de um convênio, cedeu o espaço físico. A ONG Pangea – Centro de Estudos Socioambientais é responsável pela recepção dos equipamentos doados e por encaminhá-los para o recondicionamento. A redistribuição também fica a cargo da organização. A capacitação contemplará, nesta fase, quatro turmas de 15 alunos oriundos da rede pública de ensino. O Centro também começa a distribuir os primeiros computadores recondicionados a entidades que se cadastraram no programa e tiveram sua solicitação aprovada. Para solicitar equipamentos recondicionados, a instituição deverá preencher formulário de solicitação no site do Governo Federal (www.computadoresparainclusao.gov.br).
O Centro De Recondicionamento de Computadores da Bahia aceita doação de equipamentos eletrônicos de pessoas físicas e jurídicas.
Centro de Recondicionamento de Computadores
Rua Leonardo B. da Silva, lote 8
Fábrica da Cidadania, Lauro de Freitas.
Telefone: (71) 3379-7326.
crc.bahia@secti.ba.gov.br
Parques Tecnológicos são áreas que congregam empresas e centros de pesquisa intensivos em tecnologia. Quando se instala em uma cidade, o empreendimento extrapola seu espaço físico e passa a reunir outras iniciativas do entorno que tenham a mesma finalidade das instituições compreendidas no projeto. O complexo estimula o desenvolvimento da região por atrair outras empresas e unidades que passam a formar uma cadeia produtiva que gera empregos de alto valor agregado e desenvolve produtos e serviços que atendem à comunidade onde estão inseridas. Em todos os lugares do mundo onde foram instalados, os parques tecnológicos determinaram mudanças significativas no perfil regional.
O Parque Tecnológico de Salvador vai dar novos contornos à economia do Estado, numa transformação equiparada àquelas ocorridas com o Polo Industrial de Camaçari, na década de 70, ou com a Refinaria Landulpho Alves, na década 50. Só que com o grande diferencial de agregar os valores do desenvolvimento sustentável e da pesquisa científica, gerando empregos para profissionais qualificados com salários acima da média atual do mercado e trazendo novos produtos e serviços para a comunidade.
Um projeto desta magnitude é gestado em partes, já que tem uma implantação complexa que vai permitir o desenvolvimento e consolidação do sistema estadual de inovação. Em todos os lugares do mundo onde foram instalados parques tecnológicos, houve um salto considerável na produção de riquezas e no desenvolvimento social, se tornando um divisor de águas. Para que o projeto da Bahia seja implantado de forma sólida, foram necessários estudos e avaliações que apontassem para as melhores condições ao equipamento.
O conceito do Parque Tecnológico de Salvador
O Parque Tecnológico de Salvador vai abrigar um consórcio de pesquisas universitárias, incubadoras e empresas de base tecnológica. O empreendimento será também um centro de convergência do sistema estadual de Inovação na Bahia, nas esferas pública, acadêmica e empresarial. Ele está sendo concebido em três eixos ou vias:
via inovação (como instrumento de atração de empresas)
via tecnologia (esfera institucional de suporte à interação entre universidades e empresas)
via ciência (estratégia de fortalecimento da produção científica local)
As três áreas escolhidas como prioritárias estão no foco de quase todos os parques tecnológicos do mundo, mas cada lugar prioriza as subáreas nas quais tenha mais potencial:
Biotecnologia e Saúde
Energia e Ambiente
Tecnologia da Informação e da Comunicação
A gestão do Parque Tecnológico de Salvador seguirá o modelo predominante no Brasil, por meio de uma organização social (OS), com representação dos três segmentos: governo, empresariado e academia.
Situação atual
Concebido para criar, atrair e desenvolver empresas e projetos criativos e inovadores o Parque Tecnológico de Salvador está com seu sistema viário público – resultado de um investimento de R$ 11,6 milhões – em fase de conclusão. O sistema foi bem planejado e terá grande parte do piso intertravado para evitar inundação na área em caso de chuva e tubulações.
O primeiro prédio do complexo já está sendo erguido. O Parque está sendo construído em uma área de 580 mil metros quadrados, para esta fase. Somente o TecnoCentro demandará uma investimento de R$ 40 milhões. Há uma maquete do empreendimento na sede da SECTI, responsável pela execução da obra, no Edifício Suarez, na Av. Tancredo Neves, em Salvador.
Até agora, já foram captados recursos em três oportunidades com o Ministério da Ciência e Tecnologia, somando um total de R$ 45,42 milhões. Além da finalização da infraestrutura e do andamento acelerado das obras do TecnoCentro, a SECTI se prepara para licitar outros equipamentos que farão parte do complexo.
Estão em fase avançada de negociação as instalações de empresas e instituições de ensino, como Portugal Telecom Inovação, Ifba, Ufba, Unifacs e Instituto do Recôncavo. Outras empresas, inclusive de fora da país, já demonstraram interesse em instalar unidades no Parque Tecnológico e estão sendo preparados protocolos de intenção neste sentido.
Foco ambiental é destaque
Um equipamento que tem como proposta se tornar modelo de desenvolvimento não poderia passar ao largo de, na prática, ser um exemplo de como um grande projeto pode auxiliar na preservação do meio ambiente. A Avenida Paralela é hoje o principal vetor de crescimento de Salvador e surge com força a discussão de como não perder um dos maiores bolsões verdes da capital. Neste sentido, o Parque Tecnológico foi submetido a um grau de exigência muito superior a qualquer outro projeto em andamento na região, ou mesmo em outras partes do Estado.
Foi estabelecido um processo de resgate da fauna e flora originais, com o plantio de mudas de espécies nativas que não existem mais no local. A ação de madeireiros clandestinos e caçadores tem sido inibida, e armadilhas para animais foram banidas da área, ao lado de um processo educativo.
A implantação do Parque Tecnológico vai manter preservada grande parte da área verde do loteamento. Com forte apelo ambiental, o projeto foi cuidadosamente pensado dentro de um conceito de desenvolvimento sustentável. Para se ter idéia, o sistema viário terá piso intertravado, que permite uma maior permeabilidade e maior aderência em relação ao asfalto, além de ser ecologicamente mais recomendado por reduzir a quantidade de resíduos, possibilitando que o solo absorva uma maior parte das águas das chuvas. Já rede de energia elétrica terá postes de madeira de reflorestamento.
A rede de telecomunicações contará com fibras óticas, permitindo alta velocidade de transferência de dados, além da rede tradicional metálica de comunicação, esta a partir de cabos subterrâneos.
Um Plano Diretor vai recomendar às empresas que se instalarem no Parque metas de sustentabilidade. O uso de alternativas vai ser incentivado, mas a forma como isso será feito ainda está em discussão. Provavelmente, as empresas vão receber bônus pelo grau de sustentabilidade, que podem ser em descontos no valor do terreno, por exemplo.
Desenvolvimento
O estímulo para que os jovens escolham carreiras tecnológicas também tem lugar de destaque nesta fase do Parque. Para se ter uma idéia, na Coréia do Sul, país que vem se desenvolvendo rapidamente, 55% da população tem acesso a cursos de nível superior e 65% deles, o que representa 36% da população total, estão em cursos técnico-científicos. No Brasil, apenas 11% da população ingressa em uma instituição de ensino superior, e, destes, 10% escolhem carreiras de ciência e tecnologia – apenas 1,1% do total de brasileiros. Se esse quadro não for mudado, há o grande risco de faltar mão-de-obra para o setor, além de criar sérios entraves ao processo de desenvolvimento nacional.
Breve histórico
Os primeiros passos para que a Bahia tivesse um Parque Tecnológico foram dados em 2002, com a realização de um estudo para apontar soluções que dinamizassem a economia de Salvador. Com a recriação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2003, começaram as discussões para a implantação do Parque Tecnológico, sendo que o levantamento para apontar a área ideal para o empreendimento foi iniciado em 2004. Depois de uma emenda suprapartidária da bancada baiana, o projeto começou a ser elaborado com a articulação dos governos federal, estadual e municipal – todos de correntes políticas concorrentes. A decisão para que o terreno fosse doado foi tomada pelo município em 2006, mas aprovada pela Câmara Municipal em outubro de 2007. Em 2008, foram iniciadas as obras de infraestrutura e, em 2009, o TecnoCentro começou a ser erguido. Em 2010, as duas estruturas serão entregues e serão licitadas novas fases da unidade.
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O Cidadania Digital é o programa de inclusão sociodigital da Bahia, estratégico para garantir o acesso às tecnologias da informação e da comunicação através de uma rede de computadores conectados à internet banda larga. Vencedor de importantes prêmios nacionais e regionais, o programa está presente em toda a Bahia e é reconhecido como a maior iniciativa pública estadual do país para a inclusão digital.
Atualmente, o Programa Cidadania Digital possui uma rede com mais de 1.000 Centros Digitais de Cidadania (CDCs) em todos os municípios baianos, que proporcionam 20 mil acessos diários.
Cada CDC é composto por:
um servidor
10 computadores com diversos softwares
Internet banda larga
uma impressora
Os CDCs utilizam softwares livres desenvolvidos especificamente para atender às necessidades dos usuários. Qualquer cidadão pode utilizar os CDCs, que são implantados em parceria com instituições públicas ou organizações da sociedade civil organizada.
Há Centros Digitais de Cidadania em operação em espaços diversos, como:
centros comunitários
escolas
igrejas católicas e protestantes
comunidades afrodescendentes
aldeias indígenas
comunidades quilombolas
centros de ressocialização de jovens
Cursos de capacitação e outras atividades são desenvolvidas em parceria com as comunidades para potencializar os benefícios trazidos pela tecnologia da informação. Os CDCs permitem ainda a emissão de documentos pessoais e se tornam ponto da Ouvidoria do Estado, além de outros serviços públicos on-line.
O trabalho realizado nos CDCs potencializa a capacidade criativa dos usuários, contribui para a realização das atividades escolares, ajudando a melhorar o aprendizado dos estudantes e favorece a difusão do conhecimento, através da realização de cursos e oficinas.
O principal público beneficiado pelo Programa de Inclusão Sociodigital é de baixa renda. Dados do Sistema de Cadastro do Cidadão apontam que quase 90% dos usuários do Programa têm renda familiar de até dois salários mínimos, o que confirma seu impacto social.
O sistema de cadastro também revela que os jovens são o público prioritário do Cidadania Digital: 67% dos usuários têm até 21 anos de idade e 93% do público freqüenta escola pública.
Centro de Recondicionamento de Computadores
Ligado ao programa Cidadania Digital, o primeiro Centro de Recondicionamento de Computadores do Nordeste está instalado em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A unidade integra o Projeto Computadores para a Inclusão – Projeto CI, resultante de uma parceria entre a União, através do Ministério do Planejamento, e do Governo da Bahia, por intermédio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação. O CRC/Bahia é um espaço físico onde equipamentos usados recebidos através de doações são recondicionados por jovens que participam de formação profissionalizante.
O benefício ocorre em três linhas principais:
ganhos ambientais, ao reduzir o volume do lixo tecnológico em aterros e outros pontos de descarte
ganhos sociais, com a qualificação profissional dos jovens participantes
inclusão digital, com a distribuição dos equipamentos para que sirvam à comunidade.
Uma vez preparados para uso, os computadores são reencaminhados em plena condição para telecentros comunitários, bibliotecas, escolas públicas e projetos sociais aprovados e cadastrados pela Coordenação Nacional.
A unidade baiana conta ainda com a parceria da prefeitura de Lauro de Freitas que, por meio de um convênio, cedeu o espaço físico. A ONG Pangea – Centro de Estudos Socioambientais é responsável pela recepção dos equipamentos doados e por encaminhá-los para o recondicionamento. A redistribuição também fica a cargo da organização. A capacitação contemplará, nesta fase, quatro turmas de 15 alunos oriundos da rede pública de ensino. O Centro também começa a distribuir os primeiros computadores recondicionados a entidades que se cadastraram no programa e tiveram sua solicitação aprovada. Para solicitar equipamentos recondicionados, a instituição deverá preencher formulário de solicitação no site do Governo Federal (www.computadoresparainclusao.gov.br).
O Centro De Recondicionamento de Computadores da Bahia aceita doação de equipamentos eletrônicos de pessoas físicas e jurídicas.
Centro de Recondicionamento de Computadores
Rua Leonardo B. da Silva, lote 8
Fábrica da Cidadania, Lauro de Freitas.
Telefone: (71) 3379-7326.
crc.bahia@secti.ba.gov.br