Ciência e religião se harmonizam na Semana Nacional de C&T

01/06/2015

Dona Raulinda integrou um grupo de alunos do Centro Estadual de Educação Magalhães Neto que visitou na tarde de hoje (dia 21),  os estandes de exposições da Semana Nacional de Ciência na Bahia, na Universidade Salgado Filho (Universo), na Avenida Antônio Carlos Magalhães em Salvador.

 

“Quando Jesus andou sobre as águas, além de um milagre, devia estar fazendo ciência também”, arriscou a estudante do Magalhães Neto, que oferece cursos da alfabetização ao ensino médio a cerca de 1 mil alunos, “dos 18 aos 80 anos”, como salientou a coordenadora pedagógica da instituição, Dina Lúcia Pinto Campos. Católica praticante, Dona Raulinda circulou com desenvoltura pelos estandes que popularizam a ciência e disse que estava com muita vontade de conhecer o artesanato dos índios pataxós, o que fez logo em seguida.

 

Já o corretor de imóveis Rildo Andrade, que conclui o segundo grau no Magalhães Neto, mostrou interesse em conhecer melhor as doenças parasitárias, procurando se informar sobre o assunto no estande da Fiocruz-Bahia. “Meu cachorro teve calazar e, a partir daí, comecei a me interessar pelas doenças parasitárias”, contou Andrade.

 

A coordenadora Dina Lúcia afirmou que “nunca é tarde para despertar para a ciência, “algo que ocorre espontaneamente em todo lugar por onde se anda, como um raio que corta o céu” e, por isso mesmo, levou para a SNCT seus alunos da terceira idade. A professora de matemática Regina Conceição Souza dos Santos trouxe para o evento um grupo de 34 alunos da 5ª série da Escola Evaristo da Veiga, na Avenida Garibaldi.  Ela aproveitou a visita para ir ao estande da Coelba, onde se informou sobre o programa de eficiência energética e ganhou uma lâmpada fluorescente para diminuir o consumo doméstico de energia elétrica.

 

“Hoje vim com os alunos. Amanhã, trago meus filhos”, prometeu. Ela elogiou a SNCT, coordenada pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), por mostrar “coisas do cotidiano, muitas das quais a escola não pode dar conta”. No penúltimo dia do evento, quase 2 mil estudantes e professores visitaram a exposição na Universo.