Progredir

01/06/2015
A Bahia tem o programa com o estágio mais avançado de apoio aos Arranjos Produtivos Locais do País. A avaliação é dos representantes do BID – o Banco Interamericano de Desenvolvimento. O BID apóia projetos desta natureza em toda a América Latina e em outros Estados brasileiros.

Os APLs são aglomerações de empresas, localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outras instituições locais como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa. Atualmente, o Programa está presente em 68 municípios em 14 Territórios de Identidade da Bahia.

São beneficiários do Progredir os seguintes APLs: Tecnologia da Informação (Região Metropolitana do Salvador), Transformação Plástica (RMS), Confecções (RMS e Feira de Santana), Fruticultura (Juazeiro e Vale do São Francisco), Cadeia de Fornecedores Automotivos (RMS, Feira de Santana e Recôncavo), Turismo (Zona do Cacau), Piscicultura (Paulo Afonso), Derivados da Cana-de-Açúcar (Chapada Diamantina), Caprinovinocultura (Senhor do Bonfim e Juazeiro) e Rochas Ornamentais (Ourolândia, Jacobina e Lauro de Freitas) e Sisal (Serrinha, Valente e outros municípios da região sisaleira do Estado).

O Progredir é coordenado pela Secti, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL-BA) com co-financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

 

O APL DE CONFECÇÕES

O projeto estruturante do  Arranjo Produtivo Local de Confecções da Bahia  congrega 30 empresas que vão de moda praia, feminina, masculina, fitness e lingerie até étnica e uniformes.


O setor de confecções envolve, na Bahia, 1.200 empresas, sendo 90% delas micro e pequenas, responsável por 24 mil empregos. A maioria está em Salvador e Feira de Santana, foco do centro de design. Com o trabalho, o objetivo é que elas passem a ter identidade e estilo próprio, agregando valor aos produtos em um mercado que vende, sobretudo, conceitos. Com o aumento do nível da qualidade dos produtos, espera-se um incremento nas vendas de roupas produzidas na Bahia dentro do próprio mercado do estado. Hoje, apenas 20% do vestuário usado em nosso estado é produzido por empresas locais.
 
Centro de Design de Moda

O Centro de Design de Moda, instalado no Senai Dendezeiros, é um espaço voltado a estimular a criação das coleções do setor de confecções da Bahia. Um dos resultados do Progredir, programa de apoio aos Arranjos Produtivos Locais coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), o local coloca à disposição dos criadores equipamentos essenciais para a qualidade do resultado do produto que chega às lojas..

Os estilistas têm à mão as melhores ferramentas disponíveis para a criação de moda. São mesas de corte, plotters, softwares atualizados, além de “teciteca” e “modateca” – acervos de tecidos e modelos de roupas. O ambiente é o ponto central das ações de estímulo à competitividade das empresas baianas do setor, que querem ganhar reconhecimento pela qualidade e estilo das peças produzidas.

 

Numa fase anterior, representantes de empresas e instituições que participam do APL participaram de dois cursos de capacitação: Desgin de Moda e Gestão Estratégica em Moda, com 120 horas de aulas.  O Projeto Estruturante desse APL tem como objetivo promover a competitividade da indústria de bens de moda da Bahia, por meio da inserção de design de moda como agregação de valor de produtos e marcas. Outro foco é a implementação da integração de tecnologia e conhecimento à cadeia de bens de moda na Bahia.

O APL DE SISAL

Projeto de Desenvolvimento do Sisal em Base Tecnológica

O sisal é a principal fonte de fibras duras vegetais do mundo, sendo responsável por quase 70% da produção comercial de todas as fibras desse tipo. O Brasil é, hoje, o maior produtor e exportador de fibras e manufaturados de sisal, seu cultivo ocorre em 112 municípios do Nordeste e a Bahia se destaca como maior produtor nacional.   A atividade econômica desenvolvida em torno da cultura sisaleira é realizada sob baixos níveis de produtividade e ganhos sociais bastante limitados. Apenas 4% da folha do sisal são aproveitados no processo de extração da fibra e o subproduto restante é praticamente todo descartado no campo, embora seja possível o seu aproveitamento comercial.  Os principais gargalos técnicos e tecnológicos do sistema produtivo do sisal englobam desde o cultivo agrícola, pela falta de práticas adequadas no plantio e tratos culturais, responsável pela baixa produtividade no campo, passando pelo processo de extração da fibra que ainda utiliza a máquina paraibana, com o descarte dos resíduos do desfibramento e os riscos operacionais ainda hoje registrados.

Embora estudos de valorização dos resíduos, bem como de novos usos da fibra do sisal venham sendo realizados, os seus resultados ainda não foram efetivados comercialmente.

A SECTI como promotora e articuladora do desenvolvimento tecnológico e a inovação no Estado da Bahia, coerente com as estratégias territoriais e com o macro objetivo do Governo do Estado da Bahia que é o Desenvolvimento Econômico Sustentável vem implementando o Projeto de Desenvolvimento do Sisal em Base Tecnológica, que visa remover os gargalos tecnológicos e melhoria da competitividade do setor sisaleiro, através do apoio a projetos inovadores ao longo da cadeia produtiva, em parcerias com instituições de P&D e a academia e em parceria com instituições governamentais a nível estadual, nacional e internacional. Neste sentido está promovendo o desenvolvimento de uma máquina desfibradora totalmente segura, de maior produtividade, capaz de recuperar e separar os subprodutos, além da busca de suas aplicações comerciais, a exemplo da mucilagem para ração animal, do suco para a produção de bioinseticida, parasiticida e fungicida e da bucha de campo para a produção de compósitos e outras utilizações. No âmbito de novas utilizações da fibra longa, a SECTI está promovendo o desenvolvimento de tecnologia para a produção de peças para automóveis, indústria de móveis, construção civil e ornamental, através de compósitos com polímeros. Está apoiando também o uso da fibra na construção civil em mistura com cimento e outros materiais.

É também preocupação da SECTI o combate à praga da podridão vermelha e a criação de uma biofábrica para o desenvolvimento de espécies resistentes a pragas e a produção de mudas para distribuição aos produtores.

Tem sido importante a participação da SECTI através do APL do Sisal que desenvolve o Programa de Fortalecimento da Atividade Empresarial – PROGREDIR, voltado para micro, pequenas e médias empresas de diversos segmentos produtivos, organizados em APLs. O PROGREDIR, que é coordenado pela SECTI é executado em parceria com o SEBRAE e o Instituto Euvaldo Lodi – IEL/BA, com co-financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID

O APL DE CACHAÇA

O APL DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO