Semiárido ganha destaque internacional no Bahiatec 2009

01/06/2015
A escolha do tema da Feira de Tecnologia & Simpósio Internacional de Inovação Bahiatec 2009 foi elogiada por todas as autoridades presentes à abertura do evento, na quarta-feira (18.11), no Bahia Othon Palace, em Salvador. Sob a temática “Semiárido – Inovação para o desenvolvimento sustentável”, pesquisadores e empreendedores puderam apresentar o que vem sendo produzido de mais moderno em novas tecnologias sociais para desenvolver a região, que, na Bahia, ocupa cerca de 65% do território. O evento conta com palestras, exposição de produtos e serviços e é realizado pelo Governo do Estado através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) e será encerrado amanhã, com o concurso Ideias Inovadoras.

 

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Eduardo Ramos, se utilizou da figura de uma planta resistente e que é objeto de um dos projetos apoiados pela Fapesb – o licurizeiro – para classificar o trabalho dos pesquisadores no semiárido. “A SECTI e a Fapesb possibilitam a interação e o fluxo de ideias, promovendo o entendimento da academia com os setores produtivos e viabilizando a redução das desigualdades sociais. Na sua terceira edição, no ano que vem, tenho certeza de que a Bahiatec vai integrar outros segmentos cada vez maiores, como a Embrapa Semiárido”, anunciou.

O novo diretor da Fapesb, Roberto Lopes, destacou que a instituição de fomento, vinculada à SECTI, é a única a lançar edital para o semiárido. “Em 2007, foram 34 trabalhos aprovados e mais de R$ 6 milhões investidos, o que é uma iniciativa importante para uma região que, ao longo do tempo, vem experimentando indicadores socioeconômicos negativos que têm resistido às diversas políticas sociais. A importância da Bahiatec é relacionada às inovações aqui apresentadas, que podem melhorar a qualidade de vida daquelas comunidades”, disse.

Apesar das dificuldades enfrentadas na tentativa de se mudar a realidade social das regiões áridas e semiáridas, alguns aspectos positivos já começam a ser notados, como a mudança na forma como o governo vem tratando do tema. “A leitura que se tinha sobre a região – basicamente a política desenvolvimentista de combate à seca – é coisa do passado. O conhecimento expresso através de novas tecnologias tem mudado a região, com a produção de pinhos em Pernambuco, por exemplo, ou com a ovinocaprinocultura e a piscicultura, na Bahia, com resultados fantásticos. O sono não é mais o problema, mas só o desenvolvimento científico permitiu quebrar esse paradigma”, destacou o superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae na Bahia, Edval Passos.

O representante da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – Sudene, Guilherme Rebouças (PE), salientou a importância da escolha do semiárido como tema e do desenvolvimento regional num momento em que o Brasil experimenta avanço da economia produtiva. “Neste ano em que a Sudene completa 50 anos, a questão do olhar regional se faz muito relevante, porque é a maneira de se distribuir melhor riquezas, e evitar a reconcentração fundiária, por exemplo”, afirmou Menezes. Estiveram presentes à abertura da Bahiatec, entre outros convidados, o secretário Nilton Vasconcelos (Trabalho, Emprego e Esporte), o chefe de gabinete da Seplan, Edson Valadares, representando o secretário Walter Pinheiro, o presidente do Sindifibras, Wilson Andrade, o diretor da Embrapa, Alberto Vilarinhos, e o presidente da Câmara de Vereadores de Cruz das Almas (BA), Osvaldo da Paz.

Mais informações nos sites da Fapesb  e do II Bahiatec