“As TICs Verdes devem ser o paradigma para as novas soluções de mercado porque possibilitam eficiência energética, redução da emissão de carbono na atmosfera, utilização de substâncias menos nocivas, tratamento de resíduos e reciclagem, que reduzem o lixo tecnológico no mundo”, analisa Gouveia. Ainda segundo o especialista, projeções estatísticas apontam que, se estagnarem nos modelos predominantes, as TICs aumentarão suas emissões das atuais 830 milhões toneladas de CO2 para 1,43 bilhão em 2020. No entanto, se houver medidas regulativas, como responsabilizar os fabricantes pela reciclagem de seus produtos, essas projeções podem ser menos catastróficas.
Em sua opinião, as empresas devem investir permanentemente em inovação. “As vantagens e possibilidades são inúmeras como evitar consumo de papel, eliminar spams. As empresas aplicam pouco em inovação, apenas 10%. A maior parte dos gastos é com manutenção. Esses investimentos em inovação são maiores somente nos países de ponta, como Alemanha, Japão, Reino Unido e EUA, em torno de 40%”, explica. A IBM, por exemplo, reduziu em 80% seus custos operacionais substituindo 3.900 servidores por 30 mainframes nos EUA, Brasil, Austrália, Japão e Reino Unido.
Quanto ao papel dos governos nesse processo de transformação tecnológica, Gouveia afirma que é essencial amadurecer os processos de TIC, torná-los mais estratégicos. “Precisamos planejar os investimentos pensando em benefícios a médio e longo prazos que serão mais consistentes. Vincular as compras públicas a selos verdes já é um grande avanço”, disse.
O último dia da 3ª. Semana Estadual de TIC da Bahia foi concluído com as palestras “Virtualização Desktops”, “Mangaba – Sistema Operacional Linux do Governo” e “Tornando o Planeta mais Inteligente”.